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Caso Hotel Lisboa: MP pede alteração de factos na acusação
Quinta, 04/02/2016

No julgamento do caso de prostituição do Hotel Lisboa, o Ministério Público (MP) solicitou hoje ao colectivo de juízes a alteração de factos na acusação em relação ao primeiro, terceiro e quarto arguidos: Alan Ho, o director executivo da unidade hoteleira, Peter Lun, gerente geral do hotel e Bruce Mak, antigo chefe de segurança.

 

A intenção do MP é que estes três arguidos passem a estar acusados pelo primeiro artigo do crime de exploração de prostituição em vez do segundo, como acontecia até aqui.

 

O primeiro artigo refere-se a casos de pessoas que aliciem ou atraiam outras pessoas para a prostituição ou que explorem a prostituição de outrem, mesmo com consentimento, enquanto o segundo artigo incide sobre quem angaria clientes para prostitutas, com ou sem ou remuneração.

 

Caso o colectivo de juízes aceite a pretensão do MP, os três arguidos passam a estar sujeitos a uma pena de prisão entre 1 a 3 anos. No segundo artigo do mesmo crime, a pena de prisão é até 3 anos, não tendo uma duração mínima.

 

Os advogados de defesa não prescindiram dos prazos legais para se pronunciarem e têm agora dez dias para responder à intenção do MP.

 

Hoje concluíu-se a audição das testemunhas da acusação. Um vice-gerente da recepção do Hotel Lisboa que foi ouvido confirmou grande parte das informações já prestadas por outros funcionários sobre o departamento das “Young Single Ladies”. Segundo este funcionário apenas Alan Ho, Kelly Wang e Peter Lun tinham autoridade para gerir a permanência das prostitutas no Hotel Lisboa.