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Médicos sem ajustamento de salários “sério e visionário”
Quinta, 04/02/2016

O presidente da Associação dos Médicos dos Serviços de Saúde, Fernando Gomes, defende que o problema dos salários baixos entre os profissionais podia ter sido prevenido, em 2010. Nesse ano foi realizada a última revisão das carreiras.

 

Como os magistrados e os professores da Universidade de Macau, também os salários dos médicos deveriam estar sujeitos a regras diferentes na Função Pública, nota o responsável em declarações à Rádio Macau. “Seria a melhor forma para contornar esta barreira limitativa que, no fundo, impede um ajustamento condigno, sério e visionário. Mas parece que não houve um entendimento ou uma percepção dessa questão. Alertámos que, nos próximos anos, iríamos ter sérios problemas”, acrescenta Fernando Gomes.

 

O dirigente associativo explica que continuam a faltar profissionais, principalmente especialistas. “Agora, estamos em ruptura iminente, não só em termos de pessoal – está a ser colmatado, muito bem – mas também em termos de espaço físico”, indica.

 

Fernando Gomes afirma que um dos entraves à contratação de médicos é o nível salarial oferecido. Comparando com Hong Kong, existem diferenças substanciais: não no início da carreira, mas sim nos casos dos chefes de serviço e dos médicos contratados como consultores – regime em que chega a maior parte dos profissionais portugueses.

 

“Um consultor ou um chefe de serviço em Hong Kong ganha cerca de 2,5 vezes mais do que se ganha em Macau”, aponta o presidente da Associação dos Médicos dos Serviços de Saúde.

 

De acordo com os índices da carreira, um médico consultor no primeiro escalão e em regime de exclusividade não chega a ganhar 95 mil patacas. Um chefe de serviço nas mesmas condições tem um salário abaixo das 105 mil patacas.

 

Os salários dos médicos estiveram em destaque, no início da semana, quando Alexis Tam fez uma visita a um lar da Misericórdia e à Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC). O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura referiu que os clínicos do sistema público têm vencimentos “muito baixos”.