Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Jovens com melhor comportamento, mas a gastar mais no Jogo
Sexta, 28/10/2011
São menos os jovens de Macau que têm comportamentos desviantes e menos aqueles que alinham nos jogos de fortuna e azar. No entanto, os que jogam, apostam cada vez mais dinheiro. São alguns dos resultados do “Estudo Social dos Indicadores Sobre a Juventude em 2010”, encomendado pelo Governo ao Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui.

O principal comportamento desviante dos jovens de Macau, dos 13 aos 29 anos, consiste em “dizer palavrões” – é uma prática na qual incorrem 58,1 por cento, ainda assim menos 1,4 por cento do que em 2008, ano em que tinha sido realizado o último estudo. Diminuição também quanto aos que “vadiam à noite”, “fumam” ou estão “viciados em cybercafés ou salões de jogos electrónicos”.

De acordo com o estudo, levado a cabo entre Março e Agosto do ano passado, e que abrangeu 3992 jovens, representando 2,68 por cento do total da população jovem de Macau, houve também uma diminuição de 3 e meio por cento no número de jovens que alinham nos jogos de fortuna e azar – foram 9,2 por cento, em 201. Apesar de serem menos, gastam mais.

Em 2008, a média de gastos com o Jogo era da ordem das 600 patacas; em 2010, a média subiu para as 4800 patacas. No ano passado, foram cerca de 300 dos entrevistados, dos 21 aos 29 anos, que disseram jogar – 4 horas em média.

A cair estão também os números dos que consomem álcool e tabaco. Dos jovens que foram entrevistados, 7,4 por cento fumam – são menos 4,4 por cento do que há dois anos. 29,2 por cento bebem álcool, menos 12,5 por cento, em comparação com os 41,7 por cento de 2008.

A aumentar está, no entanto, a “pressão da vida” – 30,8 por cento revelaram que sofrem “grande” ou “muito grande pressão”, mais 5,8 por cento do que no último inquérito. A pressão é devida, sobretudo, às questões relacionadas com a escola, e a família. Mas a maioria dos jovens, acima de 60 por cento, dizem ter uma “boa” ou “excelente” relação com os familiares, colegas de escola ou de trabalho.

Para “aliviar a pressão”, a maioria dos jovens de Macau, 54,4 por cento, optam por “ouvir música”, enquanto 43,9 por cento preferem “desabafar com alguém”. Para 38,9 por cento, o melhor é “ver televisão”. Aqui, os resultados são semelhantes aos de 2008.

Em média, os jovens de Macau passam 3 horas e 48 minutos por dia a “navegar na Internet” – em relação ao último estudo, a “net” continua a ser a actividade recreativa favorita de 66,5 por cento do total dos entrevistados. A seguir vem a “televisão”, “ouvir música” – actividade que ganhou mais 18,4 por cento de preferências em comparação com há dois anos –, e “passear ou fazer compras”.

Em 2010, o número de jovens que participaram em actividades culturais aumentou 45,8 por cento. Quanto aos que fzieram desporto, foram os mesmos de há dois anos – 73 por cento.

Tudo na mesma também no capítulo dos deveres cívicos e da participação social – 38,3 por cento dos jovens disseram ter participado, em 2010, em actividades de assistência social, trabalhando como voluntários em vários projectos.

Houve ainda mais jovens a participar nas votações para a Assembleia Legislativa – foram mais 11 e meio por cento, ou seja, 43,2 por cento.

Quanto aos valores, 45,4 por cento dizem que “quando escolhem um emprego a primeira coisa a ponderar é a remuneração”. Aqui houve um aumento de 3,7 por cento no número dos que colocam o dinheiro em primeiro lugar na escolha da carreira profissional. Ainda assim, 57,1 por cento acreditam que “o dinheiro não é tudo” e 75 por cento acham que “usar o dinheiro para violar a lei é estúpido”.

Quanto às formas como gastam o dinheiro, as três principais são a “alimentação”, o “entretenimento” e o “vestuário”.

Trinta por cento dos entrevistados disseram-se “responsáveis pela economia familiar” (menos 4,2 por cento) e 58 por cento plos “trabalhos domésticos” (mais 10,2 por cento). Os que acreditam no “amor eterno” são agora mais 1,5 por cento – 60,9 por cento –, mas diminuíram os que concordam com as “relações sexuais antes do casamento”.

O estudo foi apresentado no Conselho de Juventude.