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Arguida denuncia testemunha no caso do Hotel Lisboa
Segunda, 01/02/2016

A sessão de ontem do julgamento de Alan Ho ficou marcada por um episódio inesperado, já na recta final da sessão. Um gerente de serviço do Hotel Lisboa que ainda se mantém em funções tinha acabado de testemunhar, tendo contado ao tribunal que foi em 2013 que soube através de prostitutas que lhes estava a ser cobrada uma comissão de vários milhares de dólares de Hong Kong para poderem vender serviços sexuais no Hotel Lisboa.

 

Logo depois desta testemunha ter abandonado a sala de audiência, Qiao Yan Yan, a quinta arguida no processo, e adjunta de Kelly Wang na gestão do departamento das "Young Single Ladies", pediu para falar acabando por denunciar a testemunha e gerente de serviço do Hotel Lisboa que tinha abandonado a sala minutos antes.

 

Qiao Yan Yan contou que em 2009, quando começou a trabalhar como prostituta no Hotel Lisboa, um proxeneta lhe pediu uma comissão de 150 mil dólares de Hong Kong para se prostituir no Hotel Lisboa.

 

Segundo este proxeneta grande parte do dinheiro destinava-se a um funcionário do Hotel Lisboa do qual só conhecia a alcunha. Mais tarde, Qiao Yan Yan diz que se apercebeu que o referido funcionário do Hotel era afinal um dos gerentes de serviço na unidade, precisamente a mesma pessoa que testemunhou durante o dia de ontem.

 

Qiao Yan Yan acusou ainda este gerente de serviço de ter traído Kelly Wang, a segunda arguida, responsabilizando-o de ter estado na origem da investigação que viria a culminar na operação de 10 de Janeiro de 2015.

 

Minutos antes, quando respondia a questões dos advogados de defesa, o próprio gerente de serviço do hotel rejeitou ter feito qualquer participação à polícia sobre as informações que recebeu das raparigas que se prostituíam.

 

Este funcionário trabalha há mais de 35 anos na unidade hoteleira.