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Instituto Cultural propõe classificação de imóveis ameaçados
Quarta, 16/12/2015

Arranca no próximo dia 28 uma consulta pública de 60 dias sobre o primeiro grupo de imóveis “ameaçados ou em estado urgente de conservação” proposto para classificação e inclusão na Lista do Património Cultural.

 

De acordo com o Instituto Cultural, os dez imóveis escolhidos “reflectem as características culturais locais”.

 

Do conjunto faz parte a Casa Azul. Sede do Instituto de Acção Social, em 2007 chegou a falar-se da sua demolição devido a um plano de expansão do organismo da Administração. Valeu, na altura, a intervenção de um movimento popular e os alertas de peritos em património. Agora, o edifício de estilo português é proposto para ser classificado como tendo “interesse arquitectónico”.

 

Da lista faz ainda parte o edifício dos anos 1960 que ocupa o número 28 da Rua Manuel de Arriaga e que teve menos sorte do que Casa Azul, já que chegou a ser alvo de uma demolição parcial. Também se defende “interesse arquitectónico” para este prédio que também ocupa o nº1 da Rua da Barca, e que foi o primeiro a desencadear o processo de classificação ao abrigo da nova lei de salvaguarda do património.

 

Perto fica outro edifício agora proposto, a antiga residência do General Ye Ting, um dos fundadores do Exército de Libertação Popular – a casa fica na Rua do Almirante Costa Cabral e é considerada um “monumento”.

 

Os antigos estábulos e o canil municipal de Macau, junto ao espaço cultural “Armazém do Boi”, também são incluídos como sendo de “interesse arquitectónico”, e a antiga farmácia Chong Sai, na Rua das Estalagens, conhecida como tendo pertencido ao fundador da república chinesa, Sun Yat-sen, é proposta como “monumento”.

 

Essa é também a classificação proposta para os trechos das Antigas Muralhas da Cidade, nomeadamente os que ficam próximos da Estrada de São Francisco, da Estrada Visconde de São Januário e da Igreja da Penha.

 

Igualmente como monumentos são propostos os restantes quatro imóveis, todos templos de Macau dedicados ao deus da terra, Foc Tac Chi: no Bairro da Horta da Mitra, na Rua do Teatro, na Rua do Patane e na Rua do Almirante Sérgio.

 

O processo de classificação, contando com a consulta pública e o parecer do Conselho do Património Cultural, deverá demorar um ano.

 

Não há ainda datas para se avançar com um segundo conjunto de imóveis, mas o presidente do Instituto Cultural, Guilherme Ung Vai Meng, refere que há cerca de 70 potenciais candidatos.