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Investidor na lusofonia lamenta obstáculos ao financiamento
Segunda, 14/12/2015

O financiamento e a falta de recursos humanos bilingues são os grandes obstáculos às empresas de Macau que querem investir nos países de língua portuguesa, sobretudo em África, considera Afonso Chan, vice-presidente de uma empresa de construção de Macau pioneira em Moçambique.

 

A Charlestrong está prestes a concluir a primeira empreitada em Maputo e Afonso Chan acredita que seria mais fácil para as empresas agarrarem oportunidades se contassem com um maior apoio dos bancos.

 

Em declarações aos jornalistas à margem de uma sessão de apresentação sobre as oportunidades de investimento em Moçambique, Afonso Chan referiu como principais problemas a “enorme falta de recursos humanos bilingues” e a falta de entusiasmo da banca: “O financiamento é um dos obstáculos para nós porque os bancos comerciais de Macau também não conhecem muito bem os projectos nos mercados africanos. O risco é sempre muito importante para os bancos. Os países africanos ainda estão em desenvolvimento e entendemos a posição. Mas gostaríamos de pedir mais apoio para ajudarem as pequenas e médias empresas”.

 

Afonso Chan é vice-presidente da empresa de construção Charlestrong e até Janeiro de 2014 trabalhou no secretariado permanente do Fórum de Macau.

 

Com sede em Macau, a Charlestrong aliou-se a um parceiro chinês e ao Fundo do Fomento da Habitação de Moçambique para desenvolver um primeiro projecto no país africano: a construção de 240 apartamentos na Vila Olímpica, em Maputo. Em Fevereiro de 2016 Afonso Chan espera “entregar todas as casas”.

 

Afonso Chan destaca a conquista da “confiança” do Governo moçambicano e deixa alguns conselhos: “Tem que se ter uma boa preparação, fazer visitas de prospecção para conhecer bem o mercado, a parte cultural, cívica e jurídica”.

 

O próximo projecto da Charlestrong é uma empreitada de maior dimensão: 35.000 habitações sociais até 2019.

 

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) organizou hoje uma sessão de apresentação sobre as oportunidades de investimento em Moçambique.

 

Glória Batalha, vogal executiva do IPIM, reconhece as dificuldades dos empresários, mas apelou a que apresentem “projectos concretos”.

 

Do mesmo modo, a responsável garantiu que os bancos estão cada vez mais interessados nos mercados da lusofonia.

 

Já Francisca Reino, delegada de Moçambique junto do secretariado permanente do Fórum de Macau, destacou o interesse de Moçambique em desenvolver o turismo e em ter hotéis à semelhança dos que existem em Macau, com casinos e outro tipo de oferta além do alojamento.