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Raimundo do Rosário fala em “nova cultura” no Governo
Quinta, 10/12/2015

Apesar dos muitos problemas levantados durante os dois dias de debate entre os deputados à Assembleia Legislativa e o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário foi ouvindo elogios durante as sessões. Alguns tribunos fizeram questão de reconhecer a dificuldade da tutela e elogiaram o pragmatismo do secretário, que voltou hoje a ser muito directo: não pode fazer tudo e tem dúvidas de que seja possível cumprir todas as promessas do Executivo.

 

“Não sei se consigo fazer tudo aquilo que foi prometido pelo Governo da RAEM, tantas obras até 2019 – autocarros, habitação pública, táxis, gestão de terrenos, tenho de estudar e criar novos diplomas, aterros sanitários, a quarta ligação entre Macau e as ilhas, o terminal de Pac On, o complexo de cuidados de saúde com mais de 40 mil metros quadrados. Não sei se consigo acabar os meus trabalhos até 2019”, declarou Raimundo do Rosário, que já assumiu que não pretende fazer um segundo mandato.

 

Em resposta ao deputado Pereira Coutinho, que considerou inútil a referência às tarefas da tutela de Raimundo do Rosário no plano quinquenal se não houver medidas concretas para as cumprir, o secretário falou da criação de uma nova cultura governativa.

 

“Acho que tem de fazer o favor de entender este plano de cinco anos como uma primeira tentativa de o Governo da RAEM ter um plano. Não temos o hábito de planear, é verdade. Mas acho que há sempre um momento para começar e para experimentar. Eu próprio assumi aqui alguns riscos ao dizer que a obra do Pac On vai acabar, a obra do metro da Taipa vai acabar em 2019. Vamos criando uma nova cultura – aos poucos, mas vamos”, rematou.