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Português: Leonel Alves quer uma “clarificação política”
Sábado, 05/12/2015

Leonel Alves pediu hoje na Assembleia Legislativa, durante o debate sectorial da área dos Assuntos Sociais e Cultura das Linhas de Acção Governativa (LAG), uma “clarificação política” sobre o que se quer para o ensino do português em Macau.

 

O deputado diz ter em consideração o argumento da autonomia da Universidade de Macau, usado pelo secretário Alexis Tam, mas afirma também não compreender a aparente falta de sintonia entre o que se pretende politicamente e o que o estatuto da universidade lhe permite fazer.

 

“Parece que a ponte não está muito estável. Há uma linha descontinuada – parece, para quem está de fora, que existe esta falta de sintonia. E também digo que, em termos políticos, a autonomia deve ser preservada. Mas a universidade também é nossa, a universidade é de Macau, e quem é responsável por Macau é o Governo”, sustentou.

 

Leonel Alves puxou de um argumento: “Não é por acaso que está aqui, na discussão das LAG, o dirigente máximo da Universidade de Macau e o dirigente máximo do Instituto Politécnico e não está cá, por exemplo, o dirigente máximo da Universidade de Ciência e Tecnologia e de outras instituições de ensino”.

 

Para o deputado, tem de haver uma ponte entre o programa político de Alexis Tam e o discurso de Chui Sai On e o que se faz no dia-a-dia – a excepção à regra é o Instituto Politécnico, que merece os elogios do tribuno.

 

Ainda em relação à Universidade de Macau, Leonel Alves lamenta o que aconteceu ao curso de Direito. “Outrora, o formado em Macau era reconhecido na Europa, via Portugal. Esta mais-valia desapareceu. Porquê?”, lançou, acrescentando que “mais importante do que saber o porquê, é saber o que é que o Governo e a universidade, com a sua autonomia, podem fazer para alterar a situação”.

 

Na resposta, Alexis Tam manifestou o desejo de que a Universidade de Macau retome os mecanismos que permitem o reconhecimento dos cursos por Portugal.

 

Leonel Alves pediu ainda ao secretário um maior apoio para investigadores, académicos e jornalistas que se dedicam à publicação de livros sobre a história de Macau. O deputado deu como exemplos de obras a incentivar a Cronologia da História de Macau de Beatriz Basto da Silva e o livro recentemente publicado sobre Roque Choi.