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Português: Reitor da Universidade de Macau refuta acusações
Quinta, 03/12/2015

A língua portuguesa e a recente polémica que tem como protagonista a Universidade de Macau – o fim do Português como disciplina opcional, anunciado para o ano lectivo 2017/2018 – foi um dos temas abordados hoje durante o primeiro debate sectorial da área dos Assuntos Sociais e Cultura das Linhas de Acção Governativa para 2016. O reitor da instituição de ensino superior garante que a universidade dá muito valor ao ensino do idioma.

 

Wei Zhao respondia assim a Pereira Coutinho, que acusa o Governo de falta de estratégia para o desenvolvimento da língua portuguesa e diz também que a Universidade de Macau está fazer um fraco trabalho nesta matéria. O reitor não concorda.

 

“Temos os cursos de licenciatura, com as disciplinas principais obrigatórias, e ainda as opcionais. Neste momento, depois de um estudo a nível interno na Universidade de Macau, esperamos que mais alunos possam optar por algumas disciplinas mais ideais no seu curso de licenciatura. Há algumas opções em que é exigido um número de créditos maior. Por exemplo, também temos um ‘major’ e um ‘minor’ nos cursos de licenciatura. Neste momento o que vamos fazer é tentar comunicar melhor com os professores, tentar avisar ainda a população que nós não vamos cortar os cursos de língua portuguesa”, disse Wei Zhao.

 

Pereira Coutinho tinha pedido explicações ao secretário para os Assuntos Sociais e Cultura sobre a estratégia para o ensino da língua portuguesa em Macau, porque não consegue perceber qual é. “Existe alguma estratégia a nível geral do Governo de Macau, nomeadamente das diversas secretarias, para a forma como promover o ensino e a difusão da língua portuguesa?”, lançou. “Na sua tutela, temos o Instituto Politécnico de Macau e a Universidade de Macau, mas elas não se articulam entre si. Enquanto o primeiro está a fazer um bom trabalho em relação aos protocolos que assinou com o Governo de Portugal na área do desenvolvimento da língua, na Universidade de Macau está-se a cortar”, apontou. “Não se percebe bem este desencontro. Afinal, o que é se se passa?”, atirou o deputado.

 

Também Gabriel Tong defendeu o reforço do ensino da língua portuguesa durante a sessão.