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Universidade de Macau corta no ensino de Português
Quarta, 02/12/2015

A Universidade de Macau vai passar a ter menos alunos de Português já no próximo semestre. Em causa está uma decisão que promete ser polémica – a instituição de ensino superior prepara-se para acabar com as aulas opcionais de língua portuguesa.

 

Trata-se de um processo gradual que começa em breve e termina em 2017. A Universidade de Macau decidiu acabar com a língua portuguesa como disciplina opcional e o primeiro passo nesse sentido acontece já no segundo semestre deste ano lectivo: em vez de 18 turmas de Português, a instituição de ensino superior vai ter apenas dez, um número que, de acordo com fontes da Rádio Macau, vai sofrer uma nova redução para o ano.

 

Em 2016/2017, vão ser apenas oito as turmas de alunos que, apesar de frequentarem outros cursos, têm interesse pela aprendizagem da língua portuguesa. As mesmas fontes garantem que, no ano lectivo de 2017/2018, o Português acaba como disciplina opcional, ou seja, passa a ser ensinado na Universidade de Macau só aos alunos que frequentam os cursos sob a alçada do Departamento de Português, fechando-se assim a porta a todos aqueles que, sendo de outras áreas, querem ter algum contacto com a língua.

 

Com a redução do número de turmas já este ano lectivo, a Universidade deixa de ter a possibilidade de ensinar Português a 200 alunos que vão ter de se matricular noutra disciplina opcional. Noutras contas e na comparação com a situação actual, quando se chegar a 2017 a instituição de ensino superior vai deixar de disponibilizar aulas a mais de 400 alunos.

 

A decisão da Universidade de Macau surge num momento em que, em termos políticos, se fala cada vez mais na necessidade de apostar na língua portuguesa e na formação dos chamados talentos bilingues. Vai ainda em sentido contrário ao que está a acontecer na China Continental: há alguns anos, contavam-se pelos dedos de uma mão as universidades que ensinavam português; agora, são cerca de três dezenas.

 

A Rádio Macau tentou falar com a responsável pelo Departamento de Português, mas não foi possível até ao momento.