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Lionel Leong: Fundo de Investimento aberto a residentes
Sexta, 27/11/2015

Os residentes de Macau vão poder participar no Fundo para o Desenvolvimento e Investimento, uma iniciativa que se insere no âmbito do aperfeiçoamento da gestão da reserva financeira e que está a ser alvo de estudo.

 

De acordo com o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, que falava na Assembleia Legislativa, no segundo dia do debate sobre as Linhas de Acção Governativa, o Governo vai “desenvolver o fundo com a participação dos cidadãos quando se puder garantir a segurança do investimento”.

 

Segundo o governante, “vamos desenvolver o Fundo para o Desenvolvimento e Investimento incluindo a participação dos cidadãos. No início é normal haver um retorno pequeno ou até negativo. Após algum tempo podemos garantir a segurança da participação dos cidadãos. Quando pudermos garantir essa segurança vamos aceitar a participação dos cidadãos”.

 

Neste segundo dia de debate sectorial, Lionel Leong avançou, ainda, que está a ser criado um grupo de trabalho para tratar da participação de Macau na estratégia internacional de Pequim “uma faixa, uma rota”.

 

É também nesse sentido, de acordo com o secretário, que se poderá desenvolver o sector das convenções e exposições, do qual, disse Lionel Leong, a economia de Macau “depende muito”.

 

De acordo com o secretário, os visitantes atraídos pelas convenções e exposições “têm um maior poder de compra do que os turistas normais”.

 

Aos deputados, Lionel Leong disse ainda que quer aproveitar o investimento na medicina tradicional chinesa para as empresas de Macau darem o grande salto para os mercados da Europa e dos Estados Unidos. O plano passa por atrair um maior número de empresas para o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa no âmbito de Cooperação Guangdong-Macau.

 

Ainda no sentido da internacionalização, o deputado Ng Kuok Cheong voltou a sugerir que Macau participe no Acordo de Parceria Trans-Pacífico, promovido pelos Estados Unidos.

 

Lionlel Leong respondeu que a hipótese será estudada, mas a prioridade é seguir a estratégia de Pequim, “uma faixa, uma rota”.