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Lionel Leong: Formação de bilingues é “ideia excelente"
Sexta, 27/11/2015

Uma “excelente ideia”. Foi assim que Lionel Leong classificou a sugestão do deputado Mak Soi Kun de reforçar a formação de quadros bilingues para ajudar à diversificação da economia de Macau.

 

No primeiro dia do debate sobre as Linhas de Acção Governativa para a área da Economia e Finanças, o secretário disse acreditar que mais pessoas a falarem português pode ser um factor importante para desenvolver as diferentes indústrias de Macau: “Quanto à formação de talentos de língua portuguesa [para a área da economia e finanças], acho que é uma ideia excelente. Se conseguirmos importar mais professores de língua portuguesa e, assim, formar os nossos quadros, podemos também responder às necessidades de desenvolvimento das diferentes indústrias de Macau”.

 

No debate com os deputados, falou-se também das formas de apoiar o empreendedorismo dos jovens.

O secretário defendeu que se deve incutir uma “mentalidade inovadora”, que não pode ser um exclusivo da juventude, mas deve também ser uma característica partilhada pelo comércio tradicional.

 

Lionel Leong disse ainda que há outras coisas importantes além do apoio financeiro: “Os jovens podem ter esta necessidade do apoio de 300 mil patacas para montar o seu primeiro negócio, mas o mais importante por trás de todo este mecanismo de financiamento é incutir nos jovens os conhecimentos necessários sobre mercado, contabilidade, regime fiscal e, ainda, sobre ‘marketing’”.

 

Para sustentar esta ideia, Lionel Leong deu o exemplo das iniciativas de apoio aos jovens que tiveram mais sucesso, como o “Encontro dos Investidores Anjo”.

 

Além dos jovens, também se falou dos apoios a uma maior inclusão nas empresas de Macau.

 

Nesse sentido, o Governo espera lançar “no próximo ano” um plano de incentivos fiscais à contratação de portadores de deficiência. O director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong, avançou que as isenções podem chegar às 72 mil patacas no imposto complementar.

 

De isenção devem também ser alvo os prédios mais antigos, como forma de incentivo à reconstrução. O director dos Serviços de Finanças adiantou que os edifícios em causa devem beneficiar de isenção de imposto de selo. A medida é prevista entrar em processo legislativo “no próximo ano”.