Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Ella Lei quer mais profissões exclusivas para residentes
Sexta, 27/11/2015

A deputada Ella Lei quer que o Governo aumente o número de profissões que podem ser desempenhadas apenas por residentes de Macau. A medida foi sugerida esta quinta-feira, no primeiro dia do debate sobre as Linhas de Acção Governativa para a área da Economia e Finanças.

 

Ella Lei, que representa a parte laboral na Concertação Social, pediu ao secretário Lionel Leong que se avance com “clareza” com as medidas de redução da importação de mão-de-obra: “O Governo tem que ter políticas mais claras para poder introduzir mais trabalhadores locais em determinados postos de trabalho. Vocês têm que proibir a importação de trabalhadores não residentes. Para além dos motoristas e dos ‘croupiers’ há também muitos tipos de emprego que são adequados às pessoas de Macau e, por isso, elas devem ter uma oportunidade. O Governo deve dispor destes objectivos claros”.

 

Além do aumento do número de profissões que apenas podem ser desempenhadas por residentes de Macau, Ella Lei também quer que o Governo mande embora de Macau trabalhadores não residentes que ocupem cargos de gestão em empresas: “Sabemos que os cargos de gestores são praticamente preenchidos por trabalhadores não residentes. Cerca de um terço, mais ou menos 400 postos, são trabalhadores não residentes. Se nós conseguirmos mandar sair os trabalhadores não residentes, eu creio que os locais têm capacidade para substituir esses trabalhadores não residentes”.

 

Na resposta, o secretário mostrou-se “totalmente de acordo” com a deputada Ella Lei,  defendendo que os trabalhadores não residentes só devem ser contratados quando “os locais conseguem dar resposta às necessidades das empresas”: “Quando importamos trabalhadores não residentes, temos que ter em conta quais são os sectores e que tipo de trabalhadores são precisos. Temos que dar sempre prioridade à população local e saber se esses trabalhadores conseguem ou não dar resposta às necessidades das empresas. Se não conseguirem, vamos importar trabalhadores não residentes”.