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Transportes: Deputados pedem soluções rápidas
Quarta, 25/11/2015

Não caíram bem as declarações do Chefe do Executivo acerca do andamento das obras do metro ligeiro. Hoje, foram vários os deputados que, no período de antes da ordem do dia da sessão plenária na Assembleia Legislativa, lamentaram os atrasos no processo e o modo como estão a ser geridos os transportes públicos.

 

Chan Meng Kam, há muito crítico da forma como a construção do metro tem sido conduzida, pede que se criem atalhos: “Apelo ao Governo para colocar mãos à obra, queimando etapas no processo de acordo, para que o contrato [com o empreiteiro do parque de materiais e oficina do metro] seja rescindido e sejam lançados o concurso e as obras, o mais brevemente possível, porque a espera já é longa”.

 

O deputado vinca que, com o atraso de três ou quatro anos que a obra deverá ter, o metro vai entrar em funcionamento em 2020, ou seja, duas décadas depois depois de a ideia ter sido apresentada.

 

Sem metro à vista, há que pensar em alternativas e pô-las em prática, acrescenta Ella Lei. “São lentos os trabalhos de reorganização das carreiras, de optimização do ambiente de espera e de construção de instalações para formação de filas – e tudo isto só foi apresentado, mas não realizado, deixando a população desiludida e demonstrando que as autoridades não têm força para solucionar os problemas do trânsito”, afirma a deputada.

 

No mesmo sentido vai o discurso de Kwan Tsui Hang: “Neste momento, o Governo deve encarar a realidade e pensar que, mesmo sem metro ligeiro, tem de definir as políticas de trânsito para os próximos dez anos e promover melhores serviços de transporte público, a fim de reduzir o uso de veículos particulares e de optimizar o trânsito em geral”.

 

A deputada deixa uma lista de sugestões: melhores zonas pedonais, paragens de autocarros com condições para facilitar a formação de filas, carreiras de autocarros reformuladas, corredores exclusivos para transportes públicos e a criação de transportes escolares. Kwan Tsui Hang sugere ainda que o Governo crie horários flexíveis, para evitar horas de ponta, e incentive o sector privado a fazer o mesmo.