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Habitação em destaque no período antes da ordem do dia
Terça, 18/10/2011
A habitação mereceu a atenção dos deputados no primeiro debate da nova sessão legislativa. No período de intervenções antes da ordem do dia, Tommy Lau disse que a população permanece “bastante pasmada “com o preço das habitações económicas da Rua da Tranquilidade, que ultrapassa as 2 mil patacas por pé quadrado.

“O Instituto de Habitação veio depois explicar o preço médio e a área útil de cada tipologia (...) mas nem assim conseguiu apaziguar os ânimos. A insatisfação da sociedade deve-se, de alguma forma, à capacidade aquisitiva de uma ou outra família e ainda ao facto do Instituto de Habitação não ter divulgado, com antecedência, os factores de ponderação e os pormenores considerados na fixação dos preços”, apontou o deputado nomeado, ligado ao sector da construção civil.

O deputado Ho Ion Sang acrescentou, por seu turno, que o Governo tem prejudicado a classe média, porque a política está “demasiado virada para o mercado privado” e “dificulta” a obtenção de casa própria. O deputado dos Kai Fong falou mesmo numa política de habitação feita para beneficiar os interesses de apenas alguns. Já Paul Chan Wai Chi, deputado pela Associação Novo Macau, defendeu a reabertura das candidaturas para a habitação económica, que estão suspensas há sete anos.

Vários deputados tocaram ainda no problema da inflação, defendendo que o Governo adopte medidas de combate realmente eficazes. Ung Choi Kun criticou a inércia do Executivo face às subidas de preços tantos nos bens essenciais como, por exemplo, no valor dos bilhetes da Air Macau. Por seu turno, Melinda Chan voltou a insistir na questão da pensão de velhice. A deputada considera que perante as condições actuais, o valor da pensão tem de atingir as três mil patacas.