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Número de processos-crime sobe 10% entre Janeiro e Agosto
Segunda, 17/10/2011
O número de processos-crime em Macau aumentou dez por cento nos primeiros oito meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. A subir esteve o número de processos ligados a furtos e roubos, mas também os relacionados com o branqueamento de capitais ligados ao jogo, entre outros. As estatísticas são do Ministério Público, que avisa que são precisas novas medidas de combate à criminalidade.

De acordo com os dados oficiais revelados esta segunda-feira, a dois dias do arranque do novo ano judicial, foram mais de 7500 os processos-crime autuados pelo Ministério Público entre Janeiro e Agosto. A contribuir para o aumento do número de processos-crime esteve o maior número de processos relacionados com furto e roubo – mais 23 por cento. Contam-se ainda mais processsos-crime ligados aos danos patrimoniais, burla, extorsão, ofensas à integridade física, branqueamento de capitais, violação de propriedade intelectual, criminalidade informática, acidentes de viação, entre outros.

A subir entre Janeiro e Agosto esteve o número de processos de crime de branqueamento de capitais – mais 40 por cento. O Ministério Público destaca a lavagem de dinheiro ligada à indústria do jogo e, em especial, nas salas VIP. O Ministério Público fala de “evasão fiscal em massa, de branqueamento de capitais dissimulado, de conluio e relações de sociedades complexas”.

Apesar do número de processos relacionados com a droga ter sido praticamente o mesmo que no ano passado – pouco mais de 180 –, houve uma subida de 13 por cento nos processos de acusação. Num comunicado, o Ministério Público chama a atenção para o aumento de processos ligados ao tráfico internacional de estupefacientes e também para o perfil dos consumidores de droga: há mais turistas e mais jovens a consumirem estupefacientes e o Ministério Público entende que são precisas “novas medidas” para prevenir e punir este e outro tipo de crimes.

Na nota divulgada pelo Gabinete de Comunicação Social, o Ministério Público fala ainda num aumento dos processos relativos à criminalidade organizada, com meios criminosos mais “ferozes” e “dissimulados”. Por isso, o órgão judicial deixa um aviso: é preciso criar novas disposições para uma punição efectiva e para garantir a segurança da sociedade. A nota, no entanto, não especifica que medidas serão essas.