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LAG: Governo admite criar novo modelo de habitação pública
Terça, 17/11/2015

O Chefe do Executivo, Chui Sai On, admite criar um novo modelo de habitação pública, direccionado para os residentes mais jovens que não conseguem comprar casa. No entanto, a hipótese tem de ser alvo de um estudo.

 

“Temos ou não de criar uma modalidade de habitação especificamente destinada aos jovens? Poderá ser um tipo de modalidade em que a pessoa arrenda, por um período de tempo? Depois, passa a poder comprá-la? Qual é a forma de pagamento? Como é que deve ser dividido o pagamento? Em que fases? Além destas questões, têm de ser feitos estudos mais aprofundados”, indicou o líder do Executivo, na conferência de imprensa que se seguiu à apresentação das Linhas de Acção Governativa.

 

A habitação foi um dos temas em destaque. Chui Sai On admitiu que os preços do imobiliário são “muito elevados”. Já sobre o projecto de lei de controlo das rendas, recentemente aprovado na generalidade pelos deputados da Assembleia Legislativa, o Chefe do Executivo referiu que apoia.

 

“A posição do Governo é a favor. Se me perguntarem como é que definimos as rendas? Acho que temos sempre de seguir padrões científicos”, notou Chui Sai On, que, até há pouco tempo, defendia que o mercado do imobiliário deveria funcionar mediante a lógica da oferta e procura.

 

Na conferência de imprensa, o Chefe do Executivo abriu ainda a porta à utilização dos terrenos do La Scala para a construção de habitação pública. Neste momento, o processo de reversão ainda está nos tribunais.

 

Chui Sai On apresentou também as perspectivas para o sector do jogo. “Para o próximo ano, diria de forma mais prudente ou conservadora, que as receitas brutas vão ser de cerca de 200 mil milhões de receitas brutas. Mais ou menos 16 mil milhões por mês. Isto não vai afectar as políticas a longo prazo para a qualidade de vida da população”, garantiu.

 

Quanto aos grandes projectos de construção, o líder do Governo revelou que a rescisão do contrato com o empreiteiro do parque de materiais e oficina do metro ligeiro pode ser feita de “forma pacífica”, sem recurso aos tribunais. Entretanto, há outra prioridade em cima da mesa.

 

“Temos de avançar com o concurso de adjudicação para podermos avançar com o projecto”, disse Chui Sai On.