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Relatório dos EUA: corrupção é um "problema sério" em Macau
Sexta, 14/10/2011
Os Estados Unidos entendem que a corrupção é um “problema sério” em Macau e voltam a lamentar a capacidade limitada da população em influenciar o Governo. As críticas constam do relatório anual de Washington sobre os direitos humanos na China, citado hoje pela Agência Lusa.

Os autores do documento lembram que a RAEM ficou em 46.º lugar no ‘ranking' de 2010 do índice de perceção da corrupção da Transparência Internacional – uma posição que representa uma queda do 43.º lugar, alcançado em 2009. Os Estados Unidos citam ainda uma notícia divulgada este ano pela Reuters, segundo a qual o "jogo está relacionado com a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro e movimento de capital de governos do interior da China e de empresas estatais para Macau".

Segundo essa notícia da Reuters, a situação é "alimentada por um sistema ‘junket', que permite aos grandes apostadores do interior da China contornarem as regras que limitam a quantidade de dinheiro que um indivíduo pode fazer sair por ano do país".

Neste relatório, é ainda destacada a falta de um sufrágio universal em Macau. “A capacidade da população de Macau influenciar o seu Governo está limitada pelo sistema constitucional local, sob o qual o Chefe do Executivo é escolhido por uma comissão de 300 pessoas e apenas 12 dos 29 deputados da Assembleia Legislativa são eleitos pela via directa", lê-se no documento.

Já no que diz respeito a Hong Kong, o relatório, elaborado por uma comissão formada por membros do Congresso e do Governo dos Estados Unidos, considera que a cidade está também ainda longe da democracia. "O Conselho Legislativo aprovou uma legislação que amplia a base eleitoral para as legislativas de 2012, mudanças que ficam muito aquém do sufrágio universal", escrevem os autores do documento.