Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Deputados questionam baixa execução orçamental em 2014
Sexta, 13/11/2015

O secretário para a Economia e Finanças Lionel Leong esteve esta quinta-feira na Assembleia Legislativa para a apresentação do Relatório sobre a Execução do Orçamento de 2014, tendo ouvido da parte dos deputados questões sobre a “baixa” taxa da execução orçamental.

 

Dos 14,8 mil milhões de patacas destinados ao Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração o Governo gastou apenas 49 por cento, uma taxa considerada “baixa” por deputados como Mak Soi Kun ou Ng Kuok Cheong.

 

A secretaria para as Obras Públicas e Transportes continua a liderar nos gastos, mas foi executado apenas pouco mais de metade do orçamentado, ou seja, 54 por cento.

 

Nos 67 projectos a cargo do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-Estruturas no ano passado a taxa de execução foi de 52,2 por cento.

 

O coordenador Chau Vai Man justificou a baixa taxa devido aos projectos transfronteiriços, em que “o ritmo pode fugir do nosso controlo” e “factores imprevistos” nas obras, nomeadamente com “fundações”.

 

O responsável deu ainda conta do andamento dos trabalhos nos novos aterros, onde continuam os problemas de fornecimento de areia na zona A, onde se cumpriu o plano traçado para 2014, com “90 por cento do trabalho executado”.

 

Na zona E, as obras foram adjudicadas no ano passado, mas só este ano o contrato foi assinado e só em 2015 pode ser feito o pagamento.

 

No Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes, responsável pela construção do metro ligeiro, a execução rondou os 50 por cento.

 

Ho Cheng Kei, o coordenador, apontou “vários motivos para a baixa taxa de execução”, como um litígio com a construtora do Parque de Materiais e Oficina do Metro Ligeiro da Taipa e as alterações ao traçado na zona Norte, que fez com que a sobras ainda não se tenham iniciado.

 

O secretário Lionel Leong revelou que sobre a lei de enquadramento orçamental “o trabalho está concluído” e que se prepara a apresentação dos resultados da consulta pública. De acordo com o governante, os deputados vão poder “fiscalizar mais eficazmente a aplicação do dinheiro público" com a futura lei.

 

Na agenda dos deputados esteve ainda a apresentação da auditoria da conta geral. O Comissariado de Auditoria diz não ter detectado qualquer problema.