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"Europa é hoje um imperador sem rosto" diz Ribeiro e Castro
Sábado, 15/10/2011
José Ribeiro e Castro defende que Portugal deve estimular a aprendizagem do mandarim. No programa Rádio Macau Entrevista, o antigo líder do CDS-PP, diz que tal só traria benefícios. “Um português que saiba falar chinês tem emprego garantido em qualquer parte do mundo. Não só em Macau, ou em Portugal ou na China. Mas em África, no Brasil, na Alemanha, em Inglaterra ou nos Estados Unidos. A China faz hoje negócios em todo o mundo”.

O antigo líder do CDS-PP, que integrou uma delegação de deputados portugueses que visitou Taiwan, onde assistiu às comemorações do centenário da Revolução de Xinhai, considera que Taiwan é uma democracia consolidada. "Como os taiwaneses gostam de dizer: prova que não existe uma incompatibilidade entre um sistema democrático e a cultura chinesa. É possível num quadro de cultura chinesa profunda e eles têm muito orgulho na cultura chinesa e de terem preservado boa parte do legado da cultura milenar chinesa. Mas com uma vivência democrática muito profunda e muito forte”, afirma Ribeiro e Castro.

Nesta entrevista o também deputado fala ainda da actual situação Europeia. Considera Ribeiro e Castro que a “Europa é um imperador sem rosto. E são precisos rostos”. Ribeiro e Castro diz que estamos longe de figuras como por exemplo François Mitterrand ou mesmo de Gaulle e que as “as pessoas referem figuras do passado porque não reconhecem nos lideres do presente essa capacidade de liderança”.

O deputado português considera que é preciso mobilizar as pessoas para a redescoberta do sonho europeu e as pessoas tem de ser mobilizadas. Questionado se tal é possível com Merkel e Sarkozy, Ribeiro e Castro afirma: “ou eles mudam ou então teremos que os mudar a eles e encontrar outros. E lideres que tenham capacidade de inspirar toda a Europa e que sejam capazes de levar países com mais e menos dificuldades”.

No Rádio Macau Entrevista, José Ribeiro e Castro falou ainda sobre a actual situação económica de Portugal e descreve o caso da Madeira como “escandaloso”. Ainda assim, entende, a Madeira tem também de acatar os tempos difíceis até porque Portugal está sujeito ao memorando com a Troika. “O memorando da Troika não é que nos limita. O que nos limita é a insustentabilidade das nossas contas públicas. O que pesa de facto no presente e no futuro dos portugueses são as dívidas de Portugal. Não é o FMI. Não é a União Europeia. O FMI e a União Europeia são só os suspensórios que nos aguentam e que impediram de cair no abismo da bancarrota”, afirma.

Sobre a privatização da RTP,Ribeiro e Castro mostra-se contra, embora tenha visto com “satisfação que o Governo tenha relegado isso para uma fase final do mandato e tenha posto algumas comissões a estudar e a avaliar o assunto”.