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40 anos de independência de Angola celebrados em Macau
Quarta, 11/11/2015

Angola celebra hoje 40 anos de independência. A data vai ser comemorada em Macau, na próxima sexta-feira, com um jantar organizado pelo consulado do país agora liderado por Sofia Pegado da Silva.

 

Em declarações à Rádio Macau, a cônsul-geral adianta que tem quatro prioridades na agenda: “Em primeiro lugar, o reforço da relação entre a Região Administrativa Especial de Macau e a República de Angola; o apoio à comunidade angolana aqui residente; informar os possíveis residentes de Macau que queiram investir em Angola; e prestar a concessão de vistos, registos e notariados a quem nos procurar”.

 

Nos últimos anos, Angola tem privilegiado as relações políticas e económicas com a China – principal destino do petróleo exportado. Em Macau, o foco está no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

 

“O Fórum é de grande interesse para nós. Temos participado com individualidades de grande nível. Pequim é outra parte. É a capital do país que tem boas relações com Angola. Este ano, o nosso presidente visitou Pequim e as nossas comissões mistas estiveram reunidas”, lembra Sofia Pegado Silva.

 

A diplomata chegou a Macau, há cerca de dois meses e depois de ter desempenhado funções de ministra conselheira na embaixada angolana nos Estados Unidos. Aí, assistiu à eleição de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com apoio expresso da China, Rússia e União Africana.

 

“Angola não privilegia só a Rússia e a China. A maioria está connosco. O Ocidente está connosco”, nota.

 

Do Ocidente não chegam apenas votos de confiança. As detenções de activistas que contestam o regime do presidente José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979, é prova disso. No entanto, Sofia Pegado da Silva lembra que a questão é e será sempre interna.

 

“Angola é um país soberano e este caso é um caso interno. Compete a cada estado tratar da sua segurança. Há muitas opiniões de estados e individualidades. Respeitamos essas opiniões, apenas isso”, ressalva a cônsul-geral angolana. 

 

Outro caso polémico não merece comentários de Sofia Pegado da Silva. Trata-se da detenção de Sam Pa, por suspeitas de corrupção. O empresário chinês é um dos mais importantes intermediários nos negócios entre Angola e a China. Além disso, figura como o homem forte da Sonangol China. A empresa integra vários nomes do regime angolano.