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Operadoras de autocarros debatem-se com falta de motoristas
Sexta, 30/10/2015

As três operadoras de autocarros enfrentam o problema da escassez de recursos humanos, mas a situação mais grave afecta a Transmac. Foi este o ponto da situação feito ontem na reunião do Conselho Consultivo do Trânsito, centrada nos problemas das três concessionárias de transportes públicos.

 

No encontro estiveram representantes das três operadoras que deram conta das mesmas dificuldades: aumento do número de passageiros, a baixa velocidade dos autocarros – “nas horas de ponta, a velocidade máxima é de 10 km horários” –, e a escassez de recursos humanos, sobretudo motoristas.

 

Acresce, ainda, a idade avançada de alguns que se vão aposentar nos próximos tempos.

 

Esta é a dificuldade principal, sentida sobretudo pela Transmac. A empresa prevê que nos próximos 10 anos se aposentem cerca de cem motoristas.

 

Nas palavras de Kuok Keng Man, representante do Conselho Consultivo, trata-se de “uma situação grave”, que pode piorar com a abertura de novos casinos e hotéis.

 

No total, as três operadoras têm “mais de 800 autocarros” e o número de motoristas “não é suficiente”, faltando “mais de uma centena”.

 

Para resolver este problema, os membros do Conselho Consultivo de Trânsito avançaram ideias, tendo alguns defendido que se aumente a idade para aposentação, mas também houve quem tivesse alertado que esta solução poderia “afectar a segurança”.

 

Outra sugestão passou pela importação de mão-de-obra, mas sobre esta medida “ainda não houve um consenso”, disse o representante do Conselho Consultivo.

 

Ponto assente parece ser a necessidade de atrair “mais jovens” para a profissão de motorista, mas primeiro é preciso melhorar as condições salariais.

 

Neste encontro a Nova Era também apresentou um relatório sobre o acidente envolvendo um autocarro a gás natural que este mês se incendiou. De acordo com a empresa, foi devido a uma “avaria eléctrica”. A operadora garantiu que vai fazer uma “fiscalização das condições dos autocarros”.

 

Sobre a Uber, o representante do Conselho Consultivo não quis fazer comentários.