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Amélia António: Portugueses chegam a Macau mais “orientados”
Quinta, 29/10/2015

Os emigrantes portugueses que chegam por estes dias a Macau vêm mais “orientados”, depois de algum aventureirismo durante os piores anos da crise, afirmou à Rádio Macau Amélia António, presidente da Casa de Portugal em Macau.

 

Comentando os dados do Relatório da Emigração, elaborado pelo governo português, que aponta “um aumento progressivo” entre 2010 e 2014 da emigração portuguesa para Macau, mas “uma ligeira diminuição de 2013 para 2014”, Amélia António notou que “houve um período, talvez na altura pior da crise, em que as pessoas estavam mais à procura de soluções para as suas vidas, que apareceram aqui pessoas que vinham ver o que conseguiam fazer, na expectativa porque lhes diziam que era fácil ter trabalho em Macau”.

 

Todavia, a dirigente considera que “nos últimos dois anos essa situação não se tem verificado tanto. Tirando casos muito excepcionais, as pessoas vêm orientadas”.

 

Segundo o relatório oficial do governo português, no ano passado, emigraram para Macau 262 portugueses, número representa uma descida de 1,1 por cento em relação a 2013.

 

Para muitas destas pessoas, a Casa de Portugal é um primeiro contacto com Macau.

 

Para o futuro, Amélia António espera que o número de portugueses que chegam a Macau se mantenha estável e acredita que o território vai continuar a sentir necessidade de os acolher: “Com o crescimento de Macau é natural que a tendência se mantenha dentro de um fluxo estável. Temos gente jovem muito qualificada e Macau precisa dessas pessoas. É mais fácil um português chegar a Macau e adaptar-se e prestar um bom serviço a Macau do que, muitas vezes, gente vinda de outros universos em que as dificuldades de adaptação são maiores. Portanto, acho que faz todo o sentido que continue a haver alguma procura e oferta para esse mercado que é muito especial”.