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Fecho de salas da Dore sem surpresa para Coutinho
Segunda, 26/10/2015

A Dore vai fechar, pelo menos, duas salas VIP no casino Wynn, adiantam o Business Daily e o Jornal Tribuna de Macau. José Pereira Coutinho, que tem estado associado aos lesados da empresa de junkets, diz que não há surpresas nesta decisão.

 

“Esta é uma situação que prevíamos. Mais cedo ou mais tarde, as salas iriam encerrar, face aos montantes envolvidos. Não há dinheiro. Portanto, se esteve aberta até agora, foi por imposição da concessionária de jogo”, considera o deputado, que lamenta a actuação da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ).

 

“Até hoje, não contactou as famílias”, nota.

 

Pereira Coutinho acredita que o desfecho deste caso vai ser conhecido nos tribunais. É que, até agora, os investidores não conseguiram recuperar um avo.

 

“Houve situações em que apareceram uns intermediários a tentar mediar a situação, com contrapartidas para receberem uma percentagem. Mas isso não resolveu os casos. Não sei se alguém conseguiu receber algo. O que antevejo é que as coisas tenham de ser resolvidas no tribunal”, antevê Pereira Coutinho.

 

O caso Dore ficou conhecido depois de uma antiga funcionária da empresa de junkets ter desviado dinheiro. Os investidores vieram depois a público reclamar a devolução das quantias aplicadas.

 

O dinheiro era entregue com a promessa de obtenção de juros mais elevados do que aqueles que são praticados pelos bancos. Um esquema considerado ilegal e que motivou vários comunicados por parte da DICJ.