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António Trindade questiona papel de Macau como plataforma
Terça, 11/10/2011
O conceito de Macau como plataforma entre a China e os países lusófonos não tem sido devidamente implementado na RAEM. A crítica é de António Trindade, que espera ver nas próximas Linhas de Acção Governativa as ideias do Governo para desenvolver este princípio.

“O que eu acho e tenho visto é que sistematicamente falta a plataforma. No discurso não falta, mas tem faltado na maneira como são apresentados os estudos. Os estudos são feitos em Cantão, por profissionais normalmente fora de Macau. As consultas públicas são feitas em Macau e, na maior parte das vezes, nem se fala na questão da plataforma – e, a partir da lusofonia, também a Europa, a América do Sul e a África. A questão da lusofonia está completamente ausente, eu diria dramaticamente ausente de todo o processo que está a ser encetado agora”, afirma António Trindade, em declarações ao programa da Rádio Macau Paralelo 22.

O também presidente da Associação Industrial da Protecção Ambiental de Macau considera que “não vemos especialistas da lusofonia envolvidos na reforma administrativa”. “Os documentos de consulta até são todos, normalmente, em chinês. Há algumas boas excepções com tradução em português. O debate público raramente envolve uma comunidade que não seja a comunidade local,o povo em geral, em temas que são, claro, de interesse público, geral, mas que, pela sua característica, carecem do envolvimentos dos especialistas”, exemplifica ainda António Trindade, acrescentando que também não transparece dos documentos ou das soluções preconizadas a questão da integração e de como é que Macau vai assumir-se como a tal plataforma entre a China e o mundo lusófono.