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Jogo: Receitas da Sands China caíram 29 por cento
Quinta, 22/10/2015

Os lucros da Sands caíram 33 por cento no terceiro trimestre deste ano. Os resultados da operadora de Sheldon Adelson em Macau ficaram aquém das expectativas dos analistas e Sheldon Adelson fala num clima de incerteza no jogo do território.

 

Entre Julho e Setembro, a Sands China arrecadou 545 milhões de dólares de receitas antes dos impostos e amortizações, contra os mais de 811 milhões registados no mesmo período de 2014.

 

A previsão dos cinco especialistas ouvidos pela Bloomberg apontava para receitas na ordem dos 563 milhões. Feitas as contas, as receitas da operadora de Sheldon Adelson diminuíram para 29 por cento para mil 660 milhões de dólares.

 

Numa nota divulgada depois de terem sido conhecidos os resultados, a JPMorgan Chase afirma que há aspectos positivos da operadora na política de dividendos, na contenção de custos e no modelo de gestão da estabilização do mercado de massas, mas destaca também pontos negativos: as receitas do mercado de massas e da venda a retalho foram mais fracas do que se esperava. Já uma analista do Deutsche Bank realça que a Sands perdeu quota de mercado para a Galaxy, neste terceiro trimestre do ano.

 

Depois de, na semana passada, o magnata Steve Wynn ter vindo criticar a actual política do Governo no sector do jogo, agora chegou a vez de Sheldon Adelson fazer alguns reparos. Numa teleconferência depois de divulgados os resultados, o dono da Sands China disse ver “sinais de estabilização” do mercado de massas de Macau, mas confessou também estar apreensivo em relação à situação geral da principal indústria do território.

 

Menos acutilante do que Steve Wynn, Adelson diz que é impossível dizer o que se pensa sobre Macau: é uma incógnita para todos os operadores, “uma interrogação que vai perdurar”.

 

A contrariar a tendência de Macau, as receitas líquidas da operadora aumentaram mais de 10 por cento em Singapura, onde a empresa de Adelson opera o Marina Bay Sands.