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Durão Barroso: "Faz sentido ligar a Europa à Ásia"
Terça, 20/10/2015

No contexto actual da globalização, a nova rota da seda, proposta por Pequim, é uma oportunidade para o mundo, segundo Durão Barroso que hoje, no Instituto Politécnico de Macau, abordou o tema ‘Globalização no século XXI: das novas rotas da seda a outras ligações entre os continentes’.

 
 

“Faz sentido, do ponto de vista económico e político, pensar no modo como ligar a Europa e Ásia, e como estabelecer mais vias, incluindo vias físicas que possam unir a Ásia à Europa e possam fomentar o comércio e, esperamos nós, melhores relações e mais trocas, também do ponto de vista do contacto humano”, afirmou.

 

Para o antigo presidente da Comissão Europeia estas relações podem ser benéficas para todos: “aquilo que um ganha não é aquilo que o outro perde, mas em que ambos, ou neste caso vários dos participantes, possam ganhar com o incremento geral do comércio, do investimento e das oportunidades de conhecimento e de cultura”.

 

A globalização tem hoje uma natureza diferente de outrora e, defende Durão Barroso, está em parte ligada à “emergência da China” e “a uma cada vez maior interacção da China com o resto do mundo”.

 

Para o académico, a globalização também é sinónimo de trabalho em conjunto entre nações para enfrentar as crises. Quanto à União Europeia é vista como “um laboratório da globalização”, porque, argumenta Barroso, apesar de todas crises, passou de 15 para 28 membros nos últimos anos. “Os países foram aprendendo a partilhar a sua soberania - uma espécie de laboratório de globalização, na medida em que, se queremos por uma ordem global no mundo tão complicado, precisamos de saber partilhar as nossas soberanias”.

 

Questionado ainda por um aluno sobre como é que será o mundo dentro de 20 anos, Durão Barroso argumenta ser difícil prever, mas ainda assim, afirma, “a tendência geral é positiva”. “Por isso, quero acreditar que o mundo, daqui a 20 anos, seja um mundo melhor do que aquele que temos hoje. Para isso será importante que grandes blocos como são a China e a Europa se entendam e que o mundo não seja dominado por um ou duas potências”, rematou.