Em destaque

14 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.1522 patacas e 1.1278 dólares norte-americanos.

Habitação: Deputados contra regime de sorteio
Sexta, 16/10/2015

O problema da habitação foi hoje um dos temas em foco no período antes da ordem do dia, com vários deputados a apelaram à acção do Governo.

 

A deputada Ella Lei lembra que as casas estão cada vez mais caras e os residentes não têm capacidade de compra, e como consequência está a aumentar a procura por uma habitação pública. No último sorteio para uma casa económica havia duas mil fracções disponíveis para mais de 40 mil candidatos.

 

“Para resolver o problema da habitação há que aumentar a oferta de habitações públicas, o Governo deve acelerar os respectivos projectos de construção, em especial eliminar os obstáculos dos projectos que estão suspensos, a fim de evitar atrasos consecutivos; deve definir planos para a construção de cerca de 6 mil habitações públicas, a fim de permitir que os residentes tenham uma perspectiva da oferta e evitar as preocupações resultantes da procura constante; e, através da política ‘terras de Macau para as gentes de Macau’, reservar terrenos para a construção de habitação pública, a fim de satisfazer as necessidades habitacionais dos residentes”, defendeu a deputada.

 

Já Ng Kuok Cheong voltou hoje a mostrar o seu desagrado com o método de sorteio utilizado nos concursos para uma habitação - o último sorteio para habitação económica, defendeu, “foi ridículo”.

 

“No meu entender, desde que o Governo mobilize, com determinação, os recursos de solos, conseguirá resolver os problemas da acumulação constante de uma fila de espera e recuperar o regime de pontuação. O Governo deve, nas suas políticas, traçar o seguinte: construir habitações económicas com a recuperação dos terrenos desaproveitados e envolvidos em corrupção, ter em conta os Novos Aterros para uma suficiente oferta de habitação económica e recuperar o regime de pontuação para haver um prazo de espera por parte dos candidatos elegíveis, quer de habitação económica quer de habitação social”, argumentou o deputado.

 

Au Kam San criticou também o regime de sorteio em vigor – “se o Governo insiste no regime de sorteio, está a cometer um ‘suicídio político’, prejudicando os princípios ‘Macau governado pelas suas gentes’ e ‘um país dois sistemas’”.

 

O deputado considera que “é impossível para o Governo concretizar, de um dia para o outro, a meta de ‘um lar para todos’, e os cidadãos aceitam isso”, mas ainda assim, acrescenta, “deve, pelo menos, assegurar uma oferta razoável de habitação pública, e garantir um prazo razoável de espera aos que não foram seleccionados”.