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Congresso dos EUA quer mais apoio à democracia em Macau
Sábado, 10/10/2015

A Comissão Executiva do Congresso norte-americano sobre a China apela ao governo dos Estados Unidos para que “aumente o apoio às reformas democráticas em Macau”, lê-se no relatório de 2015 sobre a situação dos direitos humanos na China, Hong Kong e Macau.

 

À semelhança do que tem acontecido em anteriores relatórios, os congressistas americanos afirmam que cabe aos Estados Unidos “pressionar as autoridades de Macau no sentido de definir um calendário de transição para um sistema eleitoral assente no sufrágio universal”, em linha com o que defende a Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

 

No documento agora conhecido, a Comissão Executiva do Congresso norte-americano diz que não registou “qualquer progresso” em relação ao apelo feito em 2013 pelo Comité de Direitos Humanos, no sentido de Macau “fixar prazos” com vista à introdução do sufrágio universal.

 

No relatório, salientam-se também as preocupações dos congressistas no capítulo da liberdade política em Macau.

 

“A sociedade civil e os media denunciaram ameaças de intimidação e auto-censura”, com as autoridades a recusarem a entrada em Macau a activistas e jornalistas de Hong Kong devido a “motivos políticos”.

 

O relatório aponta que activistas de Macau foram pressionados a “suavizar” as suas acções, “por receio de contágio dos protestos pró-democracia em Hong Kong”.

 

O documento cita ainda “queixas anónimas” recebidas pela Associação de Jornalistas de Macau sobre o “aumento da auto-censura na TDM”.

 

Outra “fonte de preocupação” tem que ver com o facto de “Macau continuar a ser um centro para violações ao controlo de capitais da China”, devido à indústria do jogo.