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Eleições/Portugal: PSD Macau fala em vitória “saborosa”
Segunda, 05/10/2015

O presidente da Comissão Política do PSD Macau, Miguel Bailote, descreve a vitória da coligação “Portugal à Frente” como “saborosa”. No entanto, o responsável admite que a ausência de uma maioria absoluta no parlamento de Lisboa coloca em causa a estabilidade governativa.

 

“Um Governo de austeridade [PSD-CDS] conseguir ganhar as eleições, é sempre uma vitória saborosa. Agora, sabe sempre a pouco. Seria sempre mais desejável que Portugal pudesse ter um Governo mais estável, nos próximos quatro anos”, considera o social-democrata.

 

Miguel Bailote diz que os portugueses mostraram “maturidade” e “confiança”, nas eleições legislativas de ontem. Sobre o PS, o responsável do PSD Macau diz que o partido vai ter pela frente uma “pressão enorme”.

 

“O PS perdeu à direita e à esquerda. O PS é que vai ter de se situar. Espero que o Governo seja estável. Portugal já teve governos minoritários. O primeiro Governo de Cavaco Silva foi minoritário e não foi por isso que não governou bem o país”, nota Miguel Bailote.

 

A imprensa portuguesa considera António Costa o grande derrotado da última noite. Mas o secretário-geral socialista garantiu que não se demite e quer ser o principal rosto da oposição. Tiago Pereira, secretário-coordenador do PS Macau, elogia a atitude. 

 

“Pessoalmente, julgo que é uma atitude que revela coragem por parte do secretário-geral do Partido Socialista”, nota o responsável.

 

Os resultados dão o PS com cerca de 32,4 por cento dos votos. Já a coligação reuniu 36,8 por cento.

 

“A principal falha terá sido a comunicação. O PS não conseguiu fazer passar a mensagem sobre aquelas que são as propostas do partido, o que terá, possivelmente, gerado alguma confusão no eleitorado”, explica Tiago Pereira, que aponta ainda a estratégia da coligação de trazer o caso Sócrates para o debate como forma de influenciar as intenções de voto dos portugueses.

 

Quando faltam apurar os quatro deputados eleitos pelos círculos do estrangeiro, PSD e CDS garantiram 104 assentos no parlamento português. Já o PS conseguiu 85 lugares. O Bloco de Esquerda passou a ter 19 deputados, sendo uma das forças vencedoras da noite. A CDU assegurou 17 e o PAN estreia-se com um deputado.

 

A taxa de abstenção ficou nos 43,07 por cento. O valor representa o mais elevado de sempre em eleições legislativas no país.

 

O futuro político português passa agora pelo Presidente da República. Cavaco Silva deve convidar a coligação a formar Governo, nos próximos dias.