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Complexidade leva a adiamento de julgamento de “junket”
Quinta, 24/09/2015

Um tribunal de Hong Kong decidiu hoje adiar para 24 de Março o julgamento de um “junket” de Macau devido à complexidade do caso e à necessidade de as autoridades do território vizinho cooperarem com as congéneres de Macau.

 

Cheung Chi-tai é acusado de três crimes de lavagem de dinheiro no valor de 1,8 mil milhões de dólares de Hong Kong, capitais que terá branqueado em contas de bancos do território vizinho.

 

Antigo accionista de uma das maiores empresas de promotores de jogo de Macau, o Grupo Neptune, Cheung enfrenta acusações de branqueamento de capitais num processo que pode envolver até 3,4 mil milhões de dólares de Hong Kong, de acordo com o que diz acusação, segundo a Reuters.

 

Esta quinta-feira, noticia a agência, o tribunal suspendeu o julgamento até 24 de Março com o objectivo de dar às autoridades de Hong Kong tempo para cooperarem com Macau, de modo a deslindarem algumas das complexas questões envolvidas.

 

Em consequência, Cheung foi ordenado a pagar mais 100 mil dólares de Hong Kong como caução e ainda está obrigado a apresentar-se à polícia a cada duas semanas.

 

Segundo os advogados do “junket”, Cheung não representa risco de fuga e continua activo nos negócios que mantém em Macau e na China, apesar de os seus bens terem sido congelados quando a polícia de Hong Kong começou as investigações, em Novembro do ano passado.

 

Esta não é a primeira vez que Cheung Chi-tai está a contas com a justiça. Em 1992, foi identificado nos Estados Unidos como dirigente de uma tríade.