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Cinema: Feira procura juntar realizadores e investidores
Quarta, 23/09/2015

Trinta produtores e realizadores de Macau, Hong Kong e Guangdong estão entre hoje e amanhã reunidos na Feira de Investimento na Produção Cinematográfica com um objectivo em mente: encontrar financiamento.

 

Co-organizada pelo Instituto Cultural, pelo Hong Kong Film Development Council e pela Administração de Imprensa e Publicação, Rádio, Cinema e Televisão da Província de Guangdong, a segunda edição deste evento junta dez realizadores/produtores de cada região, cada um apresentando um projecto com o qual procurarão convencer os mais de 50 investidores convidados.

 

São realizadores no papel de vendedores de sonhos, o que não é fácil, reconhece Vincent Ho, que diz só quer “ganhar experiência” com esta participação. “Não é fácil encontrar investimento, mas vou dar o meu melhor”, afirmou em declarações à Rádio Macau.

 

Vincent Ho, realizador de Macau que participa pela segunda vez nesta feira, destaca a importância da iniciativa: “O realizador pode encontrar-se com o investidor e ambos podem discutir o filme e possibilidades de cooperação. Acho que é bom”.

 

É bom para quem quer fazer filmes e também é bom para a indústria, disse à Rádio Macau o realizador Fernando Eloy: “A indústria chinesa é a segunda maior do mundo, provavelmente, e como todas as indústrias há que alimentar a máquina e é preciso projectos. Tal como em Hollywood é difícil arranjar bons projectos, na China também”.

 

As dificuldades não passam despercebidas a Ivo Ferreira. Em declarações à Rádio Macau, o realizador, que tem experiência nestas andanças, confessou-se ainda expectante: “Embora já tenha estado uma vez em Cantão numa reunião e aqui, no ano passado, não percebi exactamente que dinâmica é que, depois, acaba por ter”.

 

Seja como for, Ivo Ferreira considera essencial que Macau se junte aos vizinhos nestas iniciativas, que “são fundamentais, sobretudo para Macau, que é um sítio tão pequeno, que, ou tenta andar de braço dado com os vizinhos, ou então terá muito poucas oportunidades para se diferenciar”.

 

Ivo Ferreira considera que a promoção de encontros entre produtores de Macau e potenciais investidores de Hong Kong e da China pode ser também uma forma de colmatar uma falha que persiste: “Há um apoio a longas-metragens do Instituto Cultural, desde o ano passado, que é manifestamente insuficiente para produzir um filme, e nas outras instituições locais dificilmente se conseguirá o necessário para montar um filme normal”.