Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Jockey Club: Mais cavalos, obras e reforço de apostas online
Quarta, 23/09/2015

O Jockey Club deu a conhecer à Rádio Macau a estratégia de desenvolvimento do espaço, nos próximos dois anos. No entanto, na resposta escrita assinada pelo director-executivo da empresa, Thomas Li, não é feita qualquer referência ao valor do investimento previsto.

 

O responsável explica que os objectivos são “aumentar o número de cavalos” e atacar com mais força o mercado de “apostas online da Austrália e Nova Zelândia”, na próxima temporada de corridas. A empresa pretende ainda “subsidiar o transporte” de alguns animais, que possam correr em Macau.

 

Thomas Li garante que esta estratégia permite “confiança no crescimento do negócio”. O director-executivo do Jockey Club afirma também que está “em andamento a renovação dos estábulos”. Para breve, “há planos para construir novos com melhores condições para os animais”.

 

A resposta escrita não faz qualquer referência ao actual estado das instalações, apesar de ter sido noticiado que os cavalos fora de competição estão em espaços degradados e sem climatização. Há ainda relatos de partes do tecto de alguns estábulos a cair.

 

Outro segmento que o Jockey Club pretende reforçar é a transmissão de corridas do exterior no espaço, depois das “experiências bem-sucedidas” com as provas de Singapura, Malásia e África do Sul. Thomas Li termina o esclarecimento à Rádio Macau com o desejo de tornar o espaço num “complemento” à oferta do sector do jogo e entretenimento. Esta foi uma das razões apresentadas pelo Executivo, quando anunciou a extensão do contrato.

 

Recorde-se que, no final de Agosto, o Governo concedeu uma nova licença de operação ao Jockey Club, por dois anos. Na altura, a empresa garantiu que iria fazer novos investimentos, agora revelados à Rádio Macau.

 

O Jockey Club não apresenta lucros desde 2005. No ano passado, os prejuízos acumulados chegaram a 3,8 mil milhões de patacas.

 

A extensão do contrato foi contestada pela ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais de Macau. O presidente Albano Martins diz que a empresa está “falida” e já enviou um pedido de investigação ao Comissariado contra à Corrupção.