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ANIMA vai endurecer campanha contra o Canídromo
Sexta, 18/09/2015

A promessa é deixada por Albano Martins: a ANIMA vai endurecer a campanha contra o Canídromo. O Chefe do Executivo veio dizer que “não é justo” acabar com a actividade do espaço de corridas de galgos de “um dia para o outro”. O presidente da Sociedade Protectora dos Animais não percebe de que justiça fala Chui Sai On.

 

“Não irei dizer que é ridícula a afirmação do Chefe do Executivo, mas quero lembrar a Chui Sai On que o Canídromo tem um contrato de concessão por 50 anos, e que não há obrigação do Governo de Macau em renovar qualquer contrato, nem qualquer obrigação nenhuma do Governo em estar preocupado com os interesses do Canídromo, porque já teve 50 anos para mostrar aquilo vale”, afirma Albano Martins.

 

“Na maior parte dos anos, declarava apenas prejuízo e só a partir de 2007 é que começou a declarar lucros, o que não deixa de ser muito estranho. E é muito estranho que o Chefe do Executivo, que normalmente não toma posição sobre quase nada e manda tudo para estudos, tenha mandado fazer um estudo e, ao mesmo tempo, tenha passado o recado de que não é justo que aquela actividade pare. Mas não é justo para quem? Para o Canídromo ou para as pessoas que vivem à volta do Canídromo?”, lança.

 

A ANIMA entregou uma petição assinada por mais de 340 mil pessoas – mas o presidente da associação recorda que há outras petições subscritas por mais movimentos. Albano Martins diz ainda que não faz sentido Chui Sai On falar em decisões “de um dia para o outro”, porque há muito tempo que a actividade do Canídromo e o modo como os galgos são tratados têm vindo a ser criticados.

 

“Não é de um dia para o outro porque desde 2012 que a ANIMA sistematicamente manda cartas ao Chefe do Executivo e aos secretários da tutela dizendo que, como eles [no Canídromo] não querem fazer uma campanha [de adopção] a sério e estão a gozar com todos, quando terminasse a concessão o Governo não devia renová-la. Portanto, não é de um dia para o outro. Esta conversa do Chefe do Executivo deixa profundamente irritadas a ANIMA e todas as pessoas que protegem os direitos dos animais”, vinca.