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Alunos de Macau mais ligados à net em casa do que na escola
Terça, 15/09/2015

Macau é a economia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com a maior percentagem de alunos que passam mais tempo “online” fora da escola, aos fins-de-semana, revela um estudo hoje divulgado.

 

De acordo com o relatório "Students, Computers and Learning: Making The Connection”, que analisa o uso e acesso às tecnologias de informação, 45 por cento dos alunos de Macau com 15 anos de idade passam, pelo menos, quatro horas na Internet durante os dias de fim-de-semana.

 

Só em cinco países e regiões da OCDE a percentagem de alunos que estão “online” ao fim de semana ultrapassa os 40 por cento: além de Macau, integram o grupo a Dinamarca, Estónia, Noruega e Suécia.

 

Em contrapartida, Macau inclui-se também no grupo dos onze países ou economias em que a maioria dos estudantes não usa a Internet num dia normal de aulas na escola. O relatório aponta que, em Macau, isso acontece com 56 por cento dos alunos.

 

Ainda relativamente ao uso da Internet, o estudo destaca que, em Hong Kong, Coreia do Sul, Macau e Singapura, “a percentagem de alunos que usam regularmente computadores para jogos ou comunicações sofreu uma redução mais acelerada do que noutros países ou economias”.

 

O estudo agora conhecido inclui também o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA de 2012), que teve por base os resultados escolares obtidos por milhares de alunos em 29 países da OCDE e 13 economias associadas, entre as quais se contou Macau.

 

Ao comparar os resultados nos testes de leitura, matemática e ciências e o acesso e utilização das tecnologias de informação, o relatório concluiu que as escolas e professores ainda não estão a rentabilizar suficientemente estas tecnologias.

 

Em Macau, tal como na Austrália, Dinamarca, Noruega e Suíça, “os estudantes que usam computadores nas aulas de matemática manifestaram um melhor ambiente disciplinar na sala de aulas do que os alunos que não usam computadores”.

 

No que toca à avaliação por computador dos conhecimentos em matemática, Macau aparece no grupo dos melhores, apenas atrás de Singapura, Xangai, Coreia do Sul e Hong Kong.

 

O relatório considera que os estudantes de Macau estão entre os que “têm melhor desempenho a resolver problemas de matemática que requerem o uso de computadores, comparativamente com o sucesso a resolverem problemas tradicionais”.

 

Do mesmo modo, também no que toca a leitura digital Macau aparece acima da média da OCDE, no 11º lugar, em 31 países e economias. Neste ponto, o relatório realça que foram notadas “melhorias significativas” no exame de 2012 em relação ao anterior exame de 2009.

 

A destreza dos alunos de Macau na Internet teve igualmente bons resultados nas capacidades de navegação “online”, tendo os jovens mostrado “competências”, bem como “familiaridade com a ‘web’”.

 

Todavia, apesar de os estudantes de Macau “estarem entre os que têm maior actividade [na Internet], classificam-se em posições mais baixas em termos da qualidade da navegação ‘online’, pois apesar de terem motivação, estão ‘digitalmente à deriva’, já que não navegam como se tivessem uma orientação clara”, explica o relatório.