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Wynn descarta responsabilidades no caso Dore
Segunda, 14/09/2015

A Wynn Macau sublinha que está a “acompanhar a situação” da Dore. Mas a operadora de jogo deixa claro que não é responsável por qualquer perda dos investidores da empresa de junkets que foi alvo de um desvio de dinheiro, por parte da antiga directora financeira.

 

Em comunicado, enviado à bolsa de Hong Kong, a Wynn Macau garante que a Dore “não [lhe] deve dinheiro”, “continua a operar” no casino, mas é totalmente “independente”. Ou seja, os lesados não podem recorrer à operadora de jogo, apesar de esta “esperar que todas as partes consigam resolver as diferenças num futuro próximo”.

 

O caso da Dore rebentou no final da semana passada. Num anúncio, publicado no jornal Ou Mun, a companhia de junkets informava que tinha sido alvo de um desvio de dinheiro, por parte de uma antiga funcionária. Na sequência, as acções da Wynn caíram cerca de cinco por cento, mas o porta-voz da empresa, Michael Weaver, referiu que o caso não iria ter qualquer impacto.

 

Este fim-de-semana, cerca de 30 pessoas – alegadamente, investidores da Dore – manifestaram-se com o objectivo de recuperar o dinheiro que aplicaram. A Polícia Judiciária confirmou ao Jornal Tribuna de Macau que já recebeu 24 denúncias, relacionadas com este caso. Mas um representante dos queixosos disse ao Ou Mun que há mais de 60 lesados.

 

Ainda não é conhecido o montante que foi desviado da Dore. No entanto, o Daiwa Securities Group aponta, no mínimo, para 200 milhões de dólares de Hong Kong.

 

Até agora, a empresa de junkets não prestou qualquer informação aos investidores.