Em destaque

14 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.1522 patacas e 1.1278 dólares norte-americanos.

Jockey Club: Renovação do contrato sem parecer sobre animais
Sexta, 11/09/2015

A renovação da licença do Jockey Club não teve em conta as condições a que estão sujeitos os cavalos que vivem no espaço. A Rádio Macau apurou que o Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças não fez qualquer pedido ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), que é responsável por inspeccionar os locais que têm animais de corridas.

 

Numa resposta escrita, o IACM confirma que, “recentemente, não recebeu qualquer pedido por parte de outros serviços públicos”. A renovação da licença foi feita na segunda-feira, em Boletim Oficial, tendo uma duração até 31 de Agosto de 2017.

 

A Rádio Macau sabe que os estábulos onde se encontram os cavalos fora de competição estão degradados, não têm climatização e o piso está forrado com folhas de jornais. Há ainda relatos de partes do tecto a cair, conforme noticiou o South China Morning Post, em Junho.

 

A última vez que os serviços veterinários do IACM estiveram no Jockey Club foi no dia 20 de Agosto, mas a visita teve um carácter “rotineiro”. Sobre a falta de condições nos estábulos dos animais retirados, o organismo não faz comentários.

 

Já o Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças remeteu todas as questões para a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, que, numa resposta escrita, garante apenas que acompanhou o processo de renovação da licença e faz eco das declarações de Lionel Leong, na semana passada. Para um novo contrato de concessão pesaram as “ideias e sugestões” que as corridas de cavalos podem ter um papel na diversificação da indústria do jogo em Macau.

 

No entanto, há uma questão que fica ar: como é que o Jockey Club vai introduzir mudanças e ser sustentável nos próximos dois anos? De acordo com a própria gestão do espaço, desde 2005, são registados prejuízos. No final do ano passado, o valor chegava a 3,8 mil milhões de patacas.

 

A Rádio Macau tentou obter uma reacção do Jockey Club, liderado por Thomas Li. Mas, até ao momento, o pedido de entrevista não recebeu qualquer resposta.

 

Uma das vozes mais críticas sobre a renovação da licença do espaço é a ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais de Macau. A associação presidida por Albano Martins já requereu ao Comissariado contra a Corrupção uma investigação ao processo de assinatura do novo contrato do Jockey Club.