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Pereira Coutinho satisfeito com resultados
Domingo, 06/09/2015

A Lista A, liderada por Pereira Coutinho, às eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, obteve 2158 votos. Os dados são ainda provisórios mas revelam uma diminuição face a 2008, quando Pereira Coutinho também encabeçava uma lista única. Além de Pereira Coutinho, foram eleitos Rita Santos, que se estreia como conselheira, e Armando de Jesus.

 

Apesar dos números serem mais baixos, o conselheiro eleito diz estar “satisfeito” com os resultados e enumera três factores para esta redução. Pereira Coutinho justifica a descida no número de votos com necessidade de recenseamento: “não podemos esquecer que no passado bastava a inscrição consular e estavam inscritos centenas de milhares de pessoas e de repente muda a lei e obriga as pessoas a virem cá recensear-se. Isso faz com que tenhamos só um universo de cerca de 15 mil pessoas”.

 

A este facto, Pereira Coutinho junta o feriado de quinta-feira em Macau que levou a muita gente “a tirar a sexta-feira, aproveitando o sábado e o domingo”. Para o conselheiro, a existência de uma lista única também não ajuda: “uma lista desmotiva de alguma forma as pessoas, porque sabem de antemão - as pessoas que percebem de eleições - que está no papo”.

 

Entre as prioridades para os próximos anos está a melhoria dos serviços no consulado. “Gostaríamos que os utentes pudessem ser melhores atendidos com um aumento de funcionários no consulado. Não é com o actual número que se consegue dar vazão aos pedidos de diversa natureza”. Sublinhando os esforços realizados para acabar com as filas no consulado, os conselheiros querem também um melhor sistema informático no consulado para, diz Pereira Coutinho, “poder prestar melhores serviços aos utentes de Macau”.

 

Outra questão a merecer a atenção dos conselheiros é a validade do passaporte e do cartão de cidadão português que só têm cinco anos de validade, com Pereira Coutinho a dar o exemplo “dos passaportes franceses e alemães que têm um prazo de dez anos”. “Tudo isto são questões que os conselheiros levam na bagagem e, nas próximas reuniões, ainda este ano, vamos pedir o apoio de outros conselheiros para batalhar por foram a acabar com essa burocracia”.

 

A difusão da língua portuguesa é outra das prioridades dos conselheiros de Macau que querem ainda uma maior aposta no sector económico. “Acho que há uma grande margem de intervenção nesta área. Não vemos esforços no sentido de cativar investimento em Portugal, quando as pessoas nos pedem informação que devia ser fornecida pelo próprio consulado ou por entidades responsáveis. Mantemos a nossa posição de que é importante que o adido económico seja um indivíduo trilingue para poder dialogar e ‘arregaçar as mangas’ e captar investimento para Portugal que muito precisa. Senão seremos ultrapassados estamos – e estamos a ser – pela Espanha, pela Turquia e pela Grécia. O visto gold da Grécia é muito mais barato do que o de Portugal”, argumenta Pereira Coutinho.

 

A única lista candidata ao Conselho das Comunidades Portuguesas liderada por José Pereira Coutinho tinha como suplentes Gilberto Camacho (que também integra a lista do partido Nós, Cidadãos! às legislativas de Portugal), Lídia Lourenço e Mário Rocha.