Quinta, 18/09/2014

Depois do crescimento significativo verificado nos últimos anos, o ensino da língua portuguesa na China pode vir a atravessar uma fase de abrandamento, considera Ye Zhiliang, responsável pela coordenação dos Estudos Portugueses na Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim.

 

O académico entende que as saídas profissionais que a língua portuguesa proporciona ainda são atractivas para um grande número de alunos, mas afirma que “o crescimento do ensino do português na China pode abrandar um pouco, porque já há muitas universidades [que oferecem licenciaturas em língua portuguesa]”.

 

De acordo com os números fornecidos por Ye Zhiliang, actualmente são 20 as instituições de ensino chinesas que oferecem cursos de língua portuguesa, quando em 2000 havia apenas duas licenciaturas.

 

Apesar de antever uma desaceleração no ritmo do crescimento do ensino da língua portuguesa, Ye Zhiliang, em declarações à margem do XXIV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, explicou que, “neste momento, a procura do português é, ainda, relativamente grande na China e com o português também é relativamente fácil arranjar um emprego. Acho que esta tem sido uma das razões mais importantes para a expansão do ensino do português na China”.

 

Segundo o académico, além da quantidade, também a qualidade do ensino do português tem aumentado na China: “Com o melhor empenhamento das universidades e também dos próprios professores, que estão a fazer mestrados e doutoramentos, e com o enriquecimento da experiência de ensino, agora está muito, muito melhor”.

 

Não obstante as melhorias, o académico da Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim nota que os professores chineses de português “ainda são jovens e ainda precisam de maior formação”.

 

Sobre a formação de professores chineses de português, Ye Zhiliang destaca o contributo do Instituto Politécnico de Macau, que “tem vindo a organizar cursos de formação no Verão para os professores chineses de língua portuguesa”.

 

O académico entende que “Macau está a dar um bom contributo e que pode fazer ainda mais”, mas não especifica que ideias ou projectos podem vir a ser desenvolvidos, dizendo que isso cabe às instituições locais, como o IPM ou a Universidade de Macau.

 

Por outro lado, Ye Zhiliang diz que gostava de ver mais professores nativos de língua portuguesa a ensinar na China: “Da parte de Portugal, parece que só vêm três leitores oficiais e do Brasil apenas um. Muitas universidades têm que, elas próprias, contratar os professores nativos de língua portuguesa, o que é muito difícil porque nós não conhecemos os professores e eles também não nos conhecem. Nós esperamos que os governos possam trabalhar um pouco mais neste sentido”.

Quinta, 18/09/2014

As autoridades de Zhuhai autorizaram a transmissão dos direitos de utilização de três terrenos na Ilha da Montanha a empresas de Macau. A notícia é avançada pela China News Service, que acrescenta que a área total dos três lotes é de 81.500 metros quadrados e a transmissão dos direitos de utilização custou cerca de 555 milhões de yuans.

 

Um dos terrenos destina-se a comércio e instalação de escritórios, outro à organização de convenções e exposições e outro ao sector logístico. Segundo o Canal Chinês da Rádio Macau, o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) explica que as três empresas que adquiriram os direitos de utilização destes terrenos estão na lista dos 33 projectos recomendados pela RAEM à Ilha da Montanha para entrada no parque industrial.

Quinta, 18/09/2014

O Governo está a negociar com as concessionárias de jogo a hipótese de as operadoras poderem assegurar o transporte dos trabalhadores não residentes envolvidos na construção dos novos empreendimentos do sector. A ideia é que as empresas que operam os casinos utilizem autocarros turísticos para garantir a deslocação destes funcionários.

 

Em declarações transmitidas pelo Canal Chinês da Rádio Macau, o subdirector dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, Chiang Ngoc Vai, afirma que as operadoras se mostraram receptivas à proposta, embora ainda não haja uma decisão final sobre o assunto.