Hoje, 25/07/2014

A Associação Novo Macau (ANM) não vai participar directamente no referendo sobre o desenvolvimento político. Apesar de apoiar a iniciativa, a ANM rejeitou o convite dos três grupos que organizam a votação.

 

Trata-se de uma estratégia política, explicou Scott Chiang, esta tarde, em conferência de imprensa. O activista referiu ainda que a decisão foi baseada na experiência da Novo Macau, durante a realização do referendo de Abril  de 2012, em que participaram cerca de 300 pessoas.

 

“Nessa altura, foi tudo feito à pressa. Por isso, não houve tempo de ter aconselhamento externo para que a iniciativa fosse mais neutra. Tivemos de assumir o risco de sermos acusados de desempenhar, ao mesmo tempo, o papel de jogador e árbitro porque defendemos mais democracia”, justificou Scott Chiang.

 

Os grupos Macau Consciência, Juventude Dinâmica e Open Macau Society ainda endereçaram um convite à ANM, no início deste mês. Mas a associação liderada por Sulu Sou rejeitou participar na organização do referendo.

 

“Agora, há outras associações que estão a fazer o papel de árbitro. Nós podemos voltar à nossa função de jogador, podemos defender a nossa agenda política. Para nós, é a melhor forma de apoiar esta actividade de grande valor”, argumentou Scott Chiang.

 

Questionado sobre a possibilidade da sede da ANM receber mesas de voto, no caso dos organizadores do referendo não receberem luz verde para colocar mesas de voto em cinco espaços públicos, durante dois dias, o activista garante que as portas da ANM vão estar abertas para acolher a iniciativa.

 

“Na nossa opinião, são capazes de organizar esta actividade. Mas, se existir algum problema de recursos ou do ponto de vista político, a Associação Novo Macau não vai hesitar em ajudar”, declarou.

 

Por agora, a ANM quer alertar os residentes sobre as “desvantagens do actual sistema político”. Já para o dia das eleições (31 de Agosto), a associação está a ponderar a organização de um conjunto de “actividades sociais” contra a votação que vai decidir o nome do próximo Chefe do Executivo.

Hoje, 25/07/2014

O secretário para os Transportes e Obras Públicas diz não ter qualquer nova informação sobre a investigação que o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) está a fazer ao caso da concessão de um terreno do Cotai à Wynn Resorts. Esta semana, a concessionária confirmou estar a cooperar com o CCAC, mas, esta manhã, questionado pelos jornalistas sobre se o Governo está a par do assunto e está também a cooperar com o comissariado, Lau Si Io disse não ter qualquer novidade.

 

“Relativamente ao que eu sei, as notícias que eu tenho são as notícias das Obras Públicas. Por enquanto ainda não tenho dados novos para fornecer. Até agora, eu não recebi nenhuma informação”, afirmou Lau Si Io, à margem de uma reunião da 1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa.

 

Segundo a agência Bloomberg, o CCAC já contactou a Wynn e a operadora de jogo diz estar a cooperar com o comissariado. Em causa está o facto de a companhia ter, alegadamente, pago a uma companhia do Interior da China 400 milhões de patacas por direitos relativos a um terreno no Cotai. Antes, as Obras Públicas já tinham vindo a público negar a existência de qualquer ilegalidade em torno do processo de concessão do terreno.

Hoje, 25/07/2014

O Governo garante que está ainda tudo em aberto quanto ao futuro da forma de classificação dos candidatos a uma habitação económica. O actual regime está em consulta pública e, entre os residentes, há quem entenda que é injusto o actual “sistema de graduação e ordenação” dos candidatos – que implica um sorteio para atribuição das casas. Algumas pessoas sugerem, por isso, que se volte ao sistema de “ordenação por classificação”, em vigor anteriormente.

 

“Estamos dispostos a ouvir as opiniões da sociedade, não temos nenhuma posição em concreto, agora. [...] Vamos fazer uma análise. Sabemos que o regime de classificação traz vantagens e desvantagens e que, com o desenvolvimento da sociedade, houve algumas mudanças e precisamos de fazer a respectiva correspondência para adaptação à sociedade”, afirmou hoje o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, em declarações aos jornalistas.

 

A consulta pública sobre a revisão da lei de habitação económica – e a revisão da política de habitação pública, em geral – arrancou no sábado passado (dia 19) e termina a 19 de Setembro.