Quinta, 31/07/2014

Macau deve aproveitar a renovação das licenças de jogo para exigir às operadoras mais transparência nas políticas laborais. A ideia da necessidade de haver alguma uniformização nas regras é defendida pelo académico Sonny Lo, do Instituto de Educação de Hong Kong, tendo em conta os recentes protestos de trabalhadores do sector do jogo.

 

“Na altura de pensar a renovação das concessões de jogo, penso que o Governo de Macau tem de ponderar a possibilidade de pedir às diferentes operadoras a criação de uma política salarial mais uniformizada ou políticas mais sistemáticas de promoção e de formação de supervisores, dentro dos casinos”, sugere Sonny Lo, ressalvando que tal não significa que os casinos devam pagar todos o mesmo, mas sim que cada um deve ter um sistema interno de política salarial e de promoção que possa ser tornado público, de modo a equilibrar os interesses dos funcionários com o direito das operadoras à sua própria autonomia.

 

“Ter algumas regras do jogo que sejam tornadas públicas pode minimizar casos de networking interno ou pessoal, jogos políticos internos e até queixas por parte dos trabalhadores do sector”, acrescenta.

 

Sonny Lo defende ainda que as concessionárias devem ser obrigadas a elaborar relatórios sobre as relações laborais. “Idealmente, se o Governo puder exigir às operadoras de jogo que divulguem relatórios regulares sobre a relação que têm com os empregados, isso poderia proteger os interesses dos trabalhadores mais do que nunca.”

 

Sonny Lo falava hoje aos jornalistas, à margem da Conferência Internacional sobre “Jogo, Lazer e Entretenimento”, que terminou esta quinta-feira no Instituto Politécnico de Macau.

Quinta, 31/07/2014

Fernando Chui Sai On é o único candidato às eleições para o cargo de Chefe do Executivo, marcadas para 31 de Agosto. A Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo (CAECE) terminou a análise aos boletins de propositura.

 

Lei Kuong Un, como não entregou proposituras assinadas pelos membros da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo, não foi admitido.

 

Fernando Chui Sai On entregou, na passada sexta-feira, os boletins de propositura à comissão de assuntos eleitorais. Num universo de 400 pessoas, 331 apoiam Fernando Chui Sai On.

Quinta, 31/07/2014

O risco do vírus ébola em Macau é baixo, foi o que garantiu hoje Lam Cheong, do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças. As autoridades locais dizem estar preparadas para responder a eventuais casos. Estão disponíveis 30 camas para fazer face a eventuais casos e Lam Cheong garante haver medicamentos suficientes para responder a sintomas da doença. Embora não haja um tratamento específico.  

 

Aos jornalistas, esta tarde, Lam Cheong explicou que o risco é baixo porque não há ligações directas entre Macau e países africanos. “Não há muita gente destes países a vir a Macau, nem muitos residentes de Macau a ir lá”, explica o chefe do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças.

 

Embora os riscos sejam baixos, as autoridades estão atentas e as fronteiras sob vigilância. “Vamos manter os medidores de temperatura e se detectarmos pessoas com febre vamos querer saber se viajaram para alguns dos países em causa e se têm sintomas da doença. Se sim, serão transportados para o hospital”, explica Lam Cheong. 

 

O vírus ébola transmite-se através de contacto com sangue, secreções ou fluídos corporais. O tempo de incubação do vírus varia entre dois a 21 dias. Os sintomas podem não ser imediatamente associados ao vírus ébola. Os sintomas são febre, dores musculares, vómitos e diarreia.

 

A taxa de mortalidade é de 90 por cento.

 

Os Serviços de Saúde alertam os residentes a evitarem viajar para os países mais afectados.

 

De recordar que a associação Médicos Sem Fronteiras, já veio alertar que o vírus está fora de controlo na África Ocidental. Os países mais afectadas são a Libéria, Serra Leoa e Guiné. 

 

Em Hong Kong registou-se já um caso suspeito. Os resultados deram negativo.