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Rádio Macau Entrevista com o arquitecto Carlos Couto
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Sexta, 29/05/2015

A proposta de alteração à lei das relações de trabalho que o Governo apresentou para negociação no Conselho Permanente de Concertação Social coloca a hipótese de as mães poderem gozar até 14 dias de faltas justificadas não remuneradas, já depois de cumprida a licença de maternidade, que se mantém nos 56 dias pagos em casa. Quanto à criação da licença de paternidade, o Executivo propõe que os trabalhadores que se tornem pais tenham direito de 3 a 5 dias úteis de faltas justificadas, sendo estas remuneradas para os que tiverem concluído o período experimental. Actualmente, os homens que se tornem pais têm direito a dois dias de faltas justificadas não remuneradas.

 

No final da reunião desta tarde de apresentação da proposta, um dos representantes do sector laboral na concertação social, Lei Chan U, estava insatisfeito. “A lei tem muitos aspectos que merecem revisão, mas não concordamos completamente com as sugestões do Governo. Para alguns pontos defendemos melhores condições, por exemplo, falamos hoje na reunião sobre a licença de maternidade, a licença de paternidade, e também outros aspectos tais como o direito ao triplo salário, etc.”

 

Do lado dos patrões, Vong Kuok Seng dava a entender que a sugestão para a licença de paternidade é aceitável. “Nós não resistimos totalmente a essa ideia. Ainda não apresentámos a opinião dos empregadores mas teremos de responder em breve a essa sugestão de 3 a 5 dias para a licença de paternidade. Teremos agora de recolher as opiniões entre os diferentes sectores do lado patronal.”

 

Nesta alteração à lei das relações do trabalho, o Governo sugere ainda que para manter o salário triplo em feriados obrigatórios, o trabalhador que exerça funções pode, através de acordo, mudar a remuneração base adicional correspondente a um dia de férias remuneradas.

 

Sexta, 29/05/2015

Em Abril, foram 806 mil as pessoas que visitaram Macau em excursões, o que representa uma diminuição de 6,8 por cento, em comparação com o mês homólogo de 2014.

 

Os Serviços de Estatística e Censos revelam que o número de visitantes em excursões da China e de Taiwan desceu 6,6 por cento e 19,6 por cento, respectivamente. Em sentido contrário, houve um aumento dos que estiveram em Macau em viagens organizadas por agências oriundos da Coreia do Sul (mais 11,9 por cento) e de Hong Kong (mais 0,5 por cento).

 

No final do mês passado, Macau contava 99 hotéis e pensões que disponibilizavam 28 mil quartos, mais 1,7 por cento em termos anuais. A permanência média dos hóspedes situou-se em 1,4 noites, sendo idêntica à do mesmo mês de 2014.

 

A taxa de ocupação média dos hotéis e pensões correspondeu a 79,4 por cento, o que representa um aumento à registada em Março (77,2 por cento) – no entanto, baixou 5,9 pontos percentuais na comparação anual.  

Sexta, 29/05/2015

Não há registo de qualquer residente de Macau no voo que transportou um sul-coreano infectado com o novo coronavírus – a síndrome respiratória do Médio Oriente – entre Incheon e Hong Kong. A garantia é dos Serviços de Saúde, que estão a acompanhar o caso e já reforçaram as medidas de segurança no território.

 

“Actualmente, já reforçámos a verificação e a segurança de quem entra [em Macau] vindo da Coreia do Sul. Em todos os aviões, estamos a mandar gente para medir a temperatura corporal dos turistas. A nossa prática actual passa por medir a temperatura nas fronteiras. Mas a complexidade deste caso obriga a reforçar as medidas e vamos fazer a medição dentro da cabine dos aviões”, explicou o chefe do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde, Lam Cheong, numa conferência de imprensa convocada esta tarde.

 

O doente que gerou o alerta foi detectado em Huizhou, na província de Guangdong, depois de ter chegado da Coreia do Sul via Hong Kong, na terça-feira. O homem, de 44 anos, apanhou o voo OZ723 da Asiana Airlines, com partida do aeroporto de Incheon, a oeste de Seul, e chegada à região vizinha. Depois, seguiu para a fronteira com Shenzhen e rumou de autocarro para a cidade chinesa onde está internado desde ontem.

 

Na sequência deste caso, não há registo de outros infectados no Continente, em Hong Kong e Macau. Mas as autoridades de saúde da região estão a acompanhar todos os desenvolvimentos.

 

No voo entre Incheon e Hong Kong, o doente teve contacto próximo com 30 pessoas. A maioria é do Continente e da Coreia do Sul.

 

O jornal Standard noticia que o homem apresentava febre alta e tosse, mas negou os sintomas quando passou pelo aeroporto de Hong Kong. Além disso, não referiu que esteve em contacto com pessoas infectadas.

 

A Organização Mundial de Saúde tinha conhecimento de 1139 casos de infecção pelo novo coronavírus e 431 mortos, no início da semana. Os países do Médio Oriente são os mais afectados, mas há também registo de infectados noutros locais, como Europa, Estados Unidos, norte de África, Malásia e Coreia do Sul.