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19 de Novembro 2018: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.2591 patacas e 1.1405 dólares norte-americanos.

Segunda, 19/11/2018
O Conselho para os Assuntos das Mulheres e Crianças do Instituto de Acção Social (IAS) propõe desenvolver 79 medidas a partir do próximo ano, incluindo 36 a curto prazo, com vista a promover a condição da mulher. Tang Yuk Wa destaca entre as prioridades a protecção jurídica nos casos de violência doméstica. “Trata-se de uma área que se chama segurança e apoio judicial e focamo-nos mais nos casos de violência doméstica e ofensas sexuais. Além disso, também vamos fazer actividades de sensibilização para a população e colaborar com outros organismos públicos e particulares para divulgar a mensagem ‘tolerância zero à violência doméstica’, afirmou. O chefe do Departamento dos Serviços Familiares e Comunitários do IAS falava aos jornalistas após a segunda sessão plenária do Conselho para os Assuntos das Mulheres e Crianças em 2018. Dados do IAS divulgados na semana passada indicam uma diminuição dos casos de violência doméstica. Entre Janeiro e Junho deste ano houve 32, enquanto no mesmo período do ano passado tinham sido 57 casos. Fátima Valente
Segunda, 19/11/2018
Ainda não é a versão final, mas o Relatório sobre a Condição da Mulher em 2017 identifica algumas mudanças de comportamento, como no conceito de casamento. Por exemplo, 19,1 por cento das inquiridas concorda que as actividades sexuais extraconjugais são aceitáveis; mais seis pontos percentuais do que em 2012. Há também menos mulheres a apoiar a ideia de que devem casar-se e ter filhos. Agora as opiniões nesse sentido são 37,2 por cento. Menos 18,6 pontos percentuais do que no relatório divulgado há seis anos. O relatório final deverá ser apresentado dentro de um mês, afirmou Tang Yuk Wa, chefe do Departamento dos Serviços Familiares e Comunitários do Instituto de Acção Social. O estudo teve por base entrevistas telefónicas assistidas por computador, a 1001 mulheres em Macau, com idades entre 15 e 74 anos. Aumentaram também as opiniões favoráveis às uniões de facto. Em 2012 a ideia já tinha a concordância de mais de 70 por cento. Agora 72,9 por cento consideram aceitável a coabitação dos casais. Ser mãe solteira não é visto como vergonha por 60,3 por cento, apesar de ter havido uma descida de 5,1 pontos percentuais. O estudo é uma encomenda do Instituto de Acção Social à Companhia de Ers Soluções. O objectivo foi estudar o papel da mulher em áreas que vão desde o casamento e filhos, emprego e educação, e o papel da mulher na sociedade. Nas questões de género, parece haver um maior sentido de independência quando jantam fora: 14,9 por cento das mulheres concordam que devem ser os homens a pagar a conta. Em 2012 eram mais 6,4 pontos percentuais. O pilar económico da família continua, no entanto, a ser o homem para 51,1 por cento das inquiridas, não obstante uma descida de 11,2 pontos percentuais. Na educação, ficamos a saber que 52% das mulheres concordam que os homens são mais talentosos em áreas científicas e engenharia. Em contrapartida, apenas 13,3 por cento concordam que as mulheres devem deixar os estudos ou desistir da carreira por amor ou pela família. São menos 18,7 pontos percentuais do que em 2012. Já no plano profissional, há ainda 27,7 por cento que concordam que os homens têm geralmente mais aptidões de trabalho do que as mulheres. Mas em 2012 eram mais: houve uma descida de 10,1 pontos percentuais. A mesma tendência no sentido da valorização do papel da mulher na sociedade. Ficamos a saber que 38,5 por cento concordam que os homens têm mais capacidade de análise dos assuntos políticos e sociais e que 6,4 consideram que as mulheres não devem assumir cargos de chefia, o que corresponde a descidas de 9,2 e de 4,1 pontos percentuais, respectivamente. Fátima Valente
Segunda, 19/11/2018
Sophia Floersch não corre perigo de vida, mas ainda é cedo para dizer que vai voltar a competir. São estas as conclusões da equipa médica do Hospital Conde São Januário que efectuou uma operação, de cerca de nove horas à coluna vertebral da piloto alemã que sofreu um grave acidente durante a prova de Fórmula 3 do Grande Prémio de Macau. Em conferência de imprensa, esta noite, os médicos dizem-se confiantes com o estado clínico de Sophia Floersch uma vez que consegue mexer todos os membros do corpo. A lesão, ainda assim, é considerada grave. Foi preciso recorrer a um disco para reconstruir uma parte da coluna afectada pelo impacto. O tempo e o modo de recuperação vai ser chave para definir o futuro de Sophia Floersch, mas sabe-se que não corre perigo de vida. Aos jornalistas, Lau Wai Lit, chefe do Serviço de Ortopedia do Conde de São Januário recordou que “durante a operação cirúrgica notou-se que a paciente demonstrou mobilidade. Não deverá ter grandes problemas”, sublinhou. No entanto, existem ainda algumas reservas. “Penso que, no futuro, poderá prosseguir com a carreira profissional, mas ainda não posso dar garantias a cem por cento”, rematou”. Pelo menos durante duas semanas vai ter de ficar em recuperação. Transferir a alemã para o país de origem é algo que só pode ser pensado mais tarde devido à gravidade da lesão. Os médicos adiantam que a jovem idade pode facilitar a recuperação. Sofia Floersch é uma das cinco pessoas internadas no hospital por culpa de acidentes no grande prémio. Para além da alemã, dois pilotos do GP de Motos, um comissário de pista e um fotógrafo estão ainda internados. Nenhum corre perigo de vida. João Picanço