Sexta, 24/05/2013
É negra a radiografia ambiental de Macau em 2012. Já são conhecidos os números e estatísticas do ambiente e o que emerge é um ano marcado pelo agravamento do estado do tempo, do solo e do ar.
Nos automóveis em circulação, na densidade populacional, no consumo de água, nos resíduos, nas partículas inaláveis, os índices são nalguns casos alarmantes.
Por partes, Macau tinha em 2012 uma área de 29,9 km quadrados, ou seja, trinta quilómetros e uma densidade populacional de 19 mil pessoas em cada quilómetro quadrado. Havia 417 quilómetros de estrada e 521 veículos em cada quilómetro.
Nos consumos, o total de água consumida – água de boa qualidade - foi de cerca de 85 milhões de metros cúbicos, os resíduos domésticos foram 183 mil toneladas, mais dez por cento que em 2012, e os comerciais 107 mil, mais 9,7 por cento. Incineradas foram 366 mil toneladas de resíduos, 11 por cento mais que no ano passado. Nos resíduos originados pela produção de aterros o aumento foi de quase 50 por cento. Geraram-se 2400 milhões de metros cúbicos.
No capítulo do clima, a temperatura média subiu. Pouco menos de meio grau mas subiu. Foi de 22,3 graus centígrados. E a chuva? Choveu é certo, mas o relevante é que em 73 dias de 2013, ou seja, durante dois meses e meio do ano passado, as chuvas foram ácidas.
Em Macau o ar que lhe deu foi de boa qualidade, dizem os registos da zona norte, durante 251 dias o que significa que durante mais de cem o ar não foi de boa qualidade. Ainda assim, garantem as Estatísticas, houve melhorias face a 2011. 43 dias mais com bons ares. Já os números das partículas inaláveis não são de cheirar. Contas feitas desde Julho de 2012 mostram um índice de partículas finas em suspensão superior ao recomendável durante 32 dias. Mais de um mês, portanto. Número mais satisfatório, o dos raios ultravioleta. O nível baixo e moderado deu-se durante 335 dias o que, ainda assim, significa quase um mês de excesso. Em resumo, subida da temperatura média, mais carros do que quilómetros de estrada, um mês de raios ultravioletas acima do recomendável, mais de um mês de índice elevado de partículas finas em suspensão, dois meses e meio de chuvas ácidas, mais de três com ar de má qualidade. Os números do ambiente em 2012.