Sábado, 23/08/2014

O próximo Governo vai reservar terrenos para a construção de casas a preços acessíveis, prometeu hoje Chui Sai On em mais uma acção de campanha eleitoral. No entanto, o candidato alertou para o facto de Macau continuar a precisar de terras para o desenvolvimento económico.

 

Chui Sai On falava para uma plateia de 400 residentes que levantaram várias questões sociais junto do actual e futuro Chefe do Executivo. Problemas como a habitação, a saúde, as políticas sociais e a estratégia demográfica estiveram entre os mais abordados.

 

À baila veio também a revisão dos contratos do jogo, com vários residentes a mostrarem-se preocupados com o assunto. Chui Sai On prometeu consultas públicas sobre a matéria no futuro e disse concordar com a ideia de que as operadoras devem fazer maiores investimentos em áreas não relacionadas com o jogo.

 

De acordo com o Canal Macau, enquanto Chui Sai On falava, à porta do World Trade Centre estavam dois elementos do movimento promotor do chamado referendo civil – um deles era o presidente da Associação Novo Macau. Envergavam cartazes sobre a iniciativa online que é levada a cabo a partir de amanhã.

Sábado, 23/08/2014

Fernando Chui Sai advogou, ontem, a criação de um mecanismo de certificação profissional para os jovens de Macau.

Foi num encontro com cerca de 250 associações juvenis em que a questão foi colocada pelo público a propósito da concorrência com que os jovens locais se deparam com outros jovens qualificados vindos do exterior. Na resposta, o candidato a um segundo mandato na liderança do governo, reconheceu a importância deste instrumento como forma de qualificar e ajudar à mobilidade social dos jovens da RAEM. Chui Sai On começou por reconhecer que “é inegável que Macau está comparativamente mais antiquada”. “Os meus amigos têm-me dito que Macau devia ter mais atenção à ligação ao mundo”, observou. “Por isso, no futuro”, prosseguiu Chui, “temos de fazer leis para melhorar e estabelecer a certificação profissional. Tambem na área do serviço social, engenharia e medicina. É algo em que o próximo governo tem de trabalhar”.  

O candidato admitiu ainda que, no próximo mandato, poderá vir a criar um centro de formação profissional.

 
Sábado, 23/08/2014

O Gabinete de Proteção de Dados Pessoais (GPDP) sustenta que os dinamizadores do referendo civil que este domingo arranca, na internet, violam a lei de Macau.

Num comunicado conhecido sexta feira ao principio da noite, em tom de aviso, o organismo nota que “os organizadores da actividade em causa que não podem tratar os dados pessoais para a finalidade de ‘referendo civil’, caso contrário, podem assumir as respectivas responsabilidades jurídicas pela violação da Lei da Protecção de Dados Pessoais”. O Gabinete escuda-se no teor do acórdão do Tribunal de Última Instância. Este documento, publicado a meio da semana, sustenta que os residentes de Macau não têm o direito à realização de referendo civil nem qualquer instituição tem esse direito. 

Alem do aviso aos referendários, o organismo dirige-se ainda aos residentes também com um aviso. Pede que considerem, seriamente, se devem fornecer os dados pessoais, nomeadamente o número do BIR, para qualquer tratamento com a finalidade de referendo civil.

O comunicado surge depois de Jason Chao, um dos líderes das associações pro-democratas que estão na origem desta consulta, ter apresentado, esta sexta-feira, no GPDP um documento que pretendia salvaguardar a confidencialidade das informações pessoais dos eleitores participantes neste referendo civil on line.