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Hoje, 26/08/2016

A empresa chinesa Poly Culture Group, à qual está ligada a leiloeira dirigida por Angela Leong, a Poly Auction Macau, viu os lucros aumentarem 31 por cento em termos anuais no primeiro semestre, totalizando o equivalente a 563 milhões de patacas.

 

Segundo um comunicado enviado à bolsa de Hong Kong, a empresa destaca o início das operações em Macau e compromete-se em reforçar essa presença.

 

Foi um “início brilhante”. A expressão é usada para descrever o primeiro leilão realizado pela Poly Auction Macau. Organizado no hotel Regency, na Taipa, em Janeiro, rendeu 245 milhões de dólares de Hong Kong.

 

Conforme se lê no comunicado, o Poly Culture Group salienta que o evento “reforçou e melhorou a influência da marca ‘Poly Auction’ em Hong Kong, Macau e até no Sudeste Asiático”.

 

A subsidiária Poly Aucion Hong Kong, que se juntou a Angela Leong e à fillha, Sabrina, para criar a Poly Auction Macau, diz que vai “continuar a reforçar a estratégia boutique, explorando ainda mais o potencial dos mercados de Hong Kong, Macau, Taiwan e do resto do Sudeste Asiático”, com o objectivo de “aumentar progressivamente a proporção de clientes internacionais”.

 

A ambição de competir no mercado de leilões de arte global esteve, de resto, por detrás da entrada do Poly Culture Group na bolsa de Hong Kong, em Março de 2014.

 

A empresa é a maior leiloeira chinesa e dedica-se, ainda, à gestão e investimento no cinema e em teatro.

 

Na primeira metade de 2016, a Poly Culture conseguiu, só com os leilões, um volume de negócios de 4,35 mil milhões de yuan, mantendo a posição de líder desta indústria.

 

Apesar de enfrentar, na China, uma “conjuntura macroeconómica adversa”, a Poly Culture diz ter “adoptado medidas para conseguir progressos e manter um crescimento estável nos três principais segmentos de negócios”.

 

No que diz respeito ao mercado de arte, a empresa diz que “ultrapassou os desafios melhorando a colecção de obras e desenvolvendo o mercado internacional”.

Hoje, 26/08/2016

Há mais um grande empreendimento em Coloane que resulta de uma troca de terrenos com o Governo. É mais um caso em que a concessionária não cumpriu o contrato inicial. O novo projecto prevê a construção de torres até 75 metros e foi já discutido, em Abril, pelo Conselho do Planeamento Urbanístico. Apesar de ser este o ponto de situação, o prazo de aproveitamento do terreno, concedido em 2012, ainda não está a contar.

 

Na resposta à Rádio Macau, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) explica que os prazos estão congelados por “motivos relativos a planeamento urbanístico e infra-estruturas”. A excepção resulta do contrato feito com o Governo. A seguir a regra geral, a contagem para o prazo de aproveitamento devia ter começado em 2012. Neste caso, começa quando o Governo declarar formalmente que o lote reúne “condições para o início do seu aproveitamento”, o que ainda não aconteceu por se entender que as infra-estruturas envolventes não estão prontas.

 

A primeira planta de alinhamento oficial, que fixa as condições de construção no terreno, foi emitida em 2011 e alterada este ano.

 

O plano é construir um empreendimento residencial, em Seac Pai Van, com o Governo a autorizar uma construção em altura que pode chegar aos 75 metros.

 

O projecto está a cargo da Fabrico de Artigos de Plástico e Desenvolvimento Imobiliario Xin Zhi Zhong Hua, uma empresa que teve de mudar o nome e alterar os estatutos poder exercer actividade imobiliária. As mudanças foram feitas oito meses antes da troca de terrenos. Até 2011, a firma estava limitada ao fabrico de plásticos e foi com este objectivo que recebeu da Administração portuguesa, em 1990, um terreno com dois mil metros quadrados, em Seac Pai Van.

 

O lote nunca foi aproveitado, mas o despacho de 2012 do secretário para os Transportes e Obras Públicas, que consumou a troca de terrenos com o Governo, diz que a culpa não é da empresa “por não haver um plano para Seac Pai Van”.

 

São precisamente os programas urbanísticos de Coloane e de Seac Pai Van, entretanto feitos, que fizeram com que o Governo pedisse o terreno para arruamentos.

 

Em troca, a empresa recebeu um outro terreno, com a mesma área, na mesma zona, para construir um edifício residencial. O lote está avaliado em 37 milhões de patacas.

Hoje, 26/08/2016

A Sociedade de Empreendimentos Nam Van diz estar há mais de dez anos à espera que o Governo diga onde vai encontrar espaço em Macau para compensar a empresa pelo acordo de cavalheiros que permitiu a construção dos casinos Wynn e MGM na península. Em causa está uma troca de terrenos acordada há uma década e que ainda não foi concretizada.

 

O acordo inicial era anexar todas as parcelas num só terreno nas zonas C e D de Nam Van, segundo responsáveis da empresa. A ideia era capitalizar o novo espaço, com mais restrições do que os lotes da Wynn e do MGM, e aumentar a área bruta de construção, de forma a compensar a troca feita com o Governo.

 

A permuta nunca chegou a ser feita. Uma das seis dívidas de terras assumidas pelo Governo é a favor da Nam Van – a mesma empresa que acabou de perder os lotes que tinha nas zonas C e D por terem ficado 25 anos sem aproveitamento. A Nam Van diz que esteve à espera do terreno em dívida para avançar com o projecto.

 

“A empresa, durante estes 12 anos, está à espera que o Governo dê uma resposta neste sentido. Onde é que está o terreno? Até agora, não disse nada. De acordo com o que está em Boletim Oficial, o terreno tem uma capacidade edificante equivalente”, diz Gilberto Gomes, gerente geral da empresa. O responsável refere-se já a uma alternativa aos lotes C e D oferecida pelo acordo oficial, que admite que a troca possa também ser feita com um lote com uma área bruta de construção equivalente.

 

Para o Governo, a Nam Van devia ter aproveitado os terrenos assim que os recebeu. Diz também que os lotes deviam ser desenvolvidos de acordo com os planos de pormenor do reordenamento da Baía da Praia Grande, aprovados em 1991.

 

Estes planos foram, no entanto, revogados em 2006, pelo então Chefe do Executivo, Edmund Ho. Nos motivos, refere-se que “já foram atingidos os objectivos” dos planos de pormenor, tendo sido “assegurada a ocupação e uso dos solos de forma organizada e equilibrada”.

 

Era suposto aparecer um novo plano de reordenamento, mas não foi aprovado. Chegou a haver um concurso de ideias em 2010.

 

O prazo de concessão dos lotes da Nam Van terminou a 30 de Julho. A empresa está a decidir se avança para tribunal.