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Sexta, 24/02/2017

Pode ser o primeiro encontro entre os líderes das duas maiores economias mundiais. Xi Jinping, da China, e Donald Trump, dos Estados Unidos, estão a preparar um encontro de presidentes à margem da reunião do G20, que vai acontecer em Julho, segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post.

 

A mesma publicação cita fontes chinesas que garante que a possibilidade está em aberto, após ambos terem conversado por telefone no início do mês.

 

O encontro bilateral ao G20 pode, ainda assim, não se realizar, já que Trump não confirma ainda a presença na reunião, que terá lugar na cidade alemã de Hamburgo.

 

Desde a tomada de posse de Trump que as relações entre as duas potências azedaram. O telefonema do presidente americano para Taiwan e as críticas do mesmo acerca das práticas comerciais chinesas durante a campanha eleitoral do último ano não deixaram Pequim indiferente. Agora, os dois chefes de Estado mostram uma reaproximação. O South China revela que o referido telefonema foi considerado por ambos como “muito cordial”.

 

Fica assim em aberto o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. Caso não se concretize na reunião do G20, os dois líderes devem então reunir no Vietname, durante o Fórum de Cooperação Económica Ásia Pacífico, marcado para o final do ano.

Sexta, 24/02/2017

O antigo braço direito de Ho Chio Meng continua a alegar total desconhecimento sobre o sistema de adjudicações do Ministério Público, que terá resultado no desvio de cerca de 50 milhões de patacas. António Lai, ex-chefe de Gabinete do antigo Procurador, voltou esta manhã a ser ouvido como arguido no Tribunal Judicial de Base e a oferecer o mesmo tipo de respostas: não sabe; não se recorda.

 

Acusado de burla, António Lai esteve a pronunciar-se sobre a primeira série dos milhares de contratos de obras, bens e serviços que constam do processo. Apesar da urgência do colectivo em julgar o caso até Agosto, a acusação parece determinada em fazer prova de que houve desvio de dinheiro em todas as adjudicações feitas pelo MP, durante o tempo em Ho Chio Meng foi Procurador, com conhecimento e aval de António Lai.

 

O alegado esquema de burla e peculato, de acordo com a acusação, era conduzido uma associação criminosa, alegadamente chefiada por Ho Chio Meng, e implicava um modo de actuação complexo e burocrático, sem que tenha sido possível perceber, em julgamento, quem decidia o quê.

 

A tese da acusação é esta: as adjudicações eram feitas através de contratos parcelares, com o objectivo de contornar a lei que obrigaria a abertura de concursos públicos, permitindo assim o ajuste directo a empresas controladas por pessoas próximas de Ho Chio Meng. A divisão do mesmo serviço por duas ou mais adjudicações evitava também que os contratos fossem celebrados por escrito.

 

Na sessão desta manhã, António Lai continuou a alegar total desconhecimento sobre o modelo de contratação – apesar de ter dado parecer favorável a alguns dos contratos. O arguido tem vindo a alegar que este trabalho era da responsabilidade de um grupo de subordinados e da então chefe de Gabinete adjunta, Elsa Cheang. O ex-chefe de Gabinete diz que “ninguém” o avisou dos desvios legais.

 

O depoimento de António Lai está a ir em sentido contrário ao que foi já dito por várias testemunhas no processo principal contra Ho Chio Meng. No Tribunal de Última Instância, onde está a ser julgado o ex-Procurador, Elsa Cheang afirmou que pediu escusa das decisões sobre os contratos por sentir “transtorno” e “incómodo” pela forma de actuação do MP. Houve também já testemunhas que disseram ter assistido a discussões entre Elsa Cheang e António Lai.

 

Apesar das aparentes divergências, Elsa Cheang foi promovida na recta final do mandato de Ho Chio Meng, através de um despacho assinado por António Lai, e recebeu também um louvor do ex-Procurador. 

Sexta, 24/02/2017

A Associação Novo Macau quer explicações do Governo de Macau e de Guangdong para o atraso na construção da central nuclear de Taishan.

 

A construtora da central, que fica a menos de 70 quilómetros de Macau, disse, num comunicado enviado à bolsa de Hong Kong, que “são necessárias mais verificações do design e do equipamento” da infra-estrutura.

 

A unidade 1 da central só deverá ficar concluída na segunda metade de 2017, em vez da primeira, como era esperado. Há também um atraso previsto para a unidade 2, que deveria entrar em funcionamento no segundo semestre deste ano, tendo havido um adiamento para a primeira metade de 2018.

 

A Taishan Nuclear Power Joint Venture afirma que “como nenhuma unidade de uma central nuclear em todo o mundo começou a operar comercialmente com a tecnologia de reactores de água pressurizada”, serão levados a cabo mais testes, o que “requer mais tempo de construção”.

 

Em declarações à Rádio Macau, o presidente da Associação Novo Macau, Scott Chiang, disse entender que são necessárias mais explicações: “Até o construtor admite que há alguns problemas e que precisam de tempo para os resolver. Por isso, pedimos ao Governo de Macau e da China mais informações, bem como garantias de segurança da central”.

 

Scott Chiang disse também que não foi cumprida a promessa de abrir a construção da central nuclear a visitas do público.

 

A Novo Macau afirma ter pedido acesso ao local, mas a resposta foi “impossível”. O motivo: ainda decorrem as obras.

 

Scott Chiang manifesta suspeitas: “No início, pareciam dizer que estava tudo bem, que não havia motivos de preocupação e que se quiséssemos ver, podíamos. Mas agora vemos que tudo isso não era verdade”.

 

O presidente da Novo Macau mostrou-se “desapontado”com a falta de transparência em torno da Central Nuclear de Taisha, que fica a 67 quilómetros de Macau.

 

De acordo com o Governo de Macau, o território fica “fora da zona do plano de emergência nuclear”, pelo que “não é necessário tomar medidas especiais”.