Hoje, 04/03/2015

Os meios de comunicação social chineses olham hoje de forma diferente para a mulher, mas ainda há questões que não constam da agenda, entende Agnes Lam. A académica nota que, antes da transferência de poderes em Macau, a mulher era vista, pela imprensa, mais como mãe.

 

“Desde os anos de 1950 até à transferência, quando os media falavam das mulheres ou da situação internacional das mulheres, falavam sempre da Associação das Mulheres de Macau, da Associação de Mães de Macau, a abertura de creches ou programas para mulheres. Eram mais assuntos sociais sobre as necessidades das mulheres como mães”, afirma.

 

Depois de 1999, a abordagem mudou, até porque, Macau, lembra, teve a primeira mulher a liderar a Assembleia Legislativa. Agnes Lam nota ainda que um dos assuntos mais abordados, nos últimos anos, é a violência doméstica, um tema que mais recentemente, e pela primeira vez, fez capa na imprensa chinesa. Mas a académica diz que falta chegar à agenda questões como a igualdade de géneros.

 

“Não temos quem dê voz às diferenças salariais. Fiz alguns estudos, e concluí que as mulheres ganham 80 por cento dos salários dos homens na mesma companhia, ou instituição”, revela.

 

Agnes Lam defende que assuntos como o aborto, a pobreza entre as mulheres ou a situação das mulheres que ganham menos de 10 mil patacas, que não constam da agenda dos media. O que leva Agnes Lam a afirmar que os meios de comunicação social devem ser mais proactivos na abordagem de questões relacionadas com a mulher.

 

Agnes Lam é uma das oradoras do debate desta tarde na Universidade de Macau para assinalar o Dia Internacional da Mulher. Um debate da responsabilidade do Programa Académico da União Europeia para Macau.  

Hoje, 04/03/2015

Em finais de 2014, o território contava 636.200 habitantes, mais 28.700 pessoas face ao ano anterior, segundo as estatísticas oficiais hoje divulgadas. A maioria das pessoas – 50,6 por cento – é do sexo feminino.

 

No ano passado, a população com idade igual ou superior a 65 anos representava 8,4 por cento da população total, o que significa um aumento anual de 0,4 pontos percentuais.

 

Há a registar ainda um ligeiro crescimento de 0,1 pontos percentuais na população entre os zero e os 14 anos. O grupo representa 11 por cento da população total. De notar ainda que, ano passado, nasceram 7.360 crianças, mais 789 face ao ano 2013, estabelecendo-se o número mais elevado desde 1989.

 

Quanto ao grupo entre os 15 e os 64 anos, verificou-se um diminuição, no ano passado, de 0,5 pontos percentuais.

 

Em 2014, houve 1.939 mortes.As três principais causas foram doenças cancerigenas (679), doenças do aparelho circulatório (467) e doenças do aparelho respiratório (325).

 

No ano passado, houve ainda menos casamentos e mais divórcios. 

Hoje, 04/03/2015

Macau acolheu, no ano passado, 1055 reuniões, conferências e exposições, mais 25 do que em 2013. Os eventos registaram uma participação de 2,61 milhões de pessoas, o que representa uma subida anual de 28,6 por cento.

 

Segundo os dados oficiais, foi em Novembro que mais eventos se realizaram: 114 reuniões e conferências e 14 exposições.  

 

Quanto a receitas, há a registar uma subida anual de 52,7 por cento para 278 milhões de patacas. A maior fatia das receitas, 165 milhões, é proveniente dos subsídios concedidos pelo Governo ou por outras instituições.

 

No capítulo das despesas houve também uma subida de 15 por cento para 344 milhões de patacas.