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E-commerce: Macau e Hong Kong a "anos luz" da China
Quarta, 14/03/2018
Macau e Hong Kong estão a anos luz da China em termos de tecnologia aplicada ao retalho. A opinião é de Ashley Galina Dudarenok, que considera os consumidores das duas regiões "mais conservadores". A autora do livro “Unlock the World’s Largest e-Market” foi uma das convidadas do iGaming Asia Congress, que decorre em Macau até quinta-feira. Ashley Galina Dudarenok dá um exemplo: Um cliente entra num supermercado, faz o ‘scan’ do código QR do produto com o telemóvel e é redirecionado para a página do Taobao para aceder a toda a informação do artigo. Faz a compra e pede para entregar em casa dentro de 30 minutos. Ou então guarda a informação no telemóvel para encomendar mais tarde. Todo o supermercado é extremamente organizado e moderno, e fácil de explorar. Entra na zona dos frescos, compra uma lagosta e pede ao restaurante do supermercado para a cozinhar e entregar em casa. Tudo isto sem precisar de usar dinheiro. Esta é uma realidade testada em Xangai, por uma cadeia de supermercados ligado ao grupo Alibaba, de Jack Ma. Mas parece realidade virtual em Macau ou Hong Kong, onde os clientes usam mais o dinheiro para pagar os produtos ou serviços, desde o táxi ao supermercado. Para Ashley Dudarenok, a China está à frente a nível mundiais no e-commerce, ao conseguir dar uma experiência personalizada aos consumidores. A também empresária Ashley Galina Dudarenok nasceu na Rússia, passou pela China e vive actualmente em Hong Kong. Aí dirige a empresa Chozan, que acompanha as tendências dos consumidores no interior da China. No que diz respeito à indústria de jogo, considera que os casinos precisam de se reiventar para atrairem as novas gerações. "Porque os casinos em Macau ou noutros sítios do mundo estão desenhados para recreiarem um ambiente do século XIX e são para pessoas mais velhas, com 40 ou 50 anos ou mais. E claro que os jovens não estão entusiasmados", afirmou. O próximo passo, de acordo com a autora, passa por combinar experiências virtuais e através do uso do telémovel com experiências offline. Fátima Valente